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Armie Hammer fala sobre cancelamento em Hollywood: 'Criei esses problemas'

Ator de 'Me Chame Pelo Seu Nome' viu carreira desmoronar após acusações de assédio sexual e canibalismo

16 jun 2026 - 17h43
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Após alguns anos afastado dos holofotes, o ator Armie Hammer, falou sobre sua vida, polêmicas e cancelamento. "Eu criei esses problemas para mim mesmo", disse em entrevista à revista The Hollywood Reporter.

Hammer interpretou os gêmeos Winklevoss em A Rede Social, atuou em O Cavaleiro Solitário, mas despontou mesmo com o filme Me Chame Pelo Seu Nome, que estrelou ao lado de Timothée Chalamet em 2017.

Ator foi acusado de assédio sexual e canibalismo
Ator foi acusado de assédio sexual e canibalismo
Foto: Reprodução de vídeo YouTube / ABC / Estadão

"Eu costumava me considerar um consumidor", diz ele sobre sua fase áurea. "Bebidas, mulheres, validação, experiências - eu só queria consumir. Tudo. Mais, mais e mais."

Em 2021, Armie viu sua carreira desmoronar quando mensagens atribuídas ele circularam online, descrevendo fantasias sexuais e canibais explícitas. Uma mulher com quem ele manteve um caso extraconjugal de quatro anos - enquanto ainda era casado com sua ex-esposa, Elizabeth Chambers - o acusou de estupro e outras duas mulheres fizeram denúncias semelhantes. O caso, no entanto, nunca foi processado pela justiça norte-americana e ele negou as acusações.

"Isso não aconteceu comigo por acaso. Eu não fiz o que as pessoas estão dizendo que eu fiz. Mas eu trouxe pessoas muito perigosas e inseguras para a minha vida, e irritei algumas pessoas na minha vida - e aqui estamos nós", confessou.

Ao repórter Seth Abramovitch, ele descreveu o caos do escândalo - a divulgação de informações pessoais, os números de telefone, o cerco - sem apontar um vilão. Mas reconheceu que sua imagem pública é um obstáculo que ele está longe de superar.

Seus agentes e assessor de imprensa o abandonaram. No meio do cancelamento, amigos que enviaram mensagens privadas de apoio foram alvo de hate da internet e tiveram seus dados pessoais divulgados, segundo ele.

"Houve um período em que eu lia obsessivamente o que as pessoas estavam dizendo", disse. "Percebi que eu podia simplesmente me concentrar em mim mesmo, nos meus filhos, em me manter saudável e em crescer como pessoa".

No fim, chegou à conclusão, por meio de uma combinação de leituras de autoajuda, desespero e tempo, de que a aceitação era a única estratégia viável. "Aquilo a que você resiste persiste. Aquilo a que você aceita se transforma", diz ele, recitando um mantra.

O retorno aos cinemas

Em 2024, Hammer voltou para Los Angeles - após ter passado um tempo em Veneza e nas Ilhas Cayman com seu pai - e, um ano e meio depois, recebeu um e-mail do cineasta alemão Uwe Boll, o chamando para um filme. "Tenho quase certeza de que chorei", disse "Eu teria feito até um comercial de ração para gatos. Eu só queria trabalhar de novo."

O filme chama-se Citizen Vigilante e tem enfrentado dificuldades de distribuição pelo conteúdo supostamente racista. Desde então, Hammer fez mais três filmes, todos de baixo orçamento.

Agora, sua estrutura profissional é outra: sem agentes, sem empresário, sem assessor de imprensa pessoal. Se alguém quer contratar o ator, basta acessar o IMDb Pro e encontrar seu advogado. "Ultimamente, no primeiro dia de filmagem, sempre dizem: 'Não acreditamos que conseguimos que você fizesse isso. E eu respondo: 'Minha agenda estava bem livre'."

O ator, por fim, refletiu sobre sua vida antes da controvérsia: "Eu me lembro do estado emocional e mental em que eu estava antes de tudo acontecer. Pessoas saudáveis ??não agem como eu agia."

Estadão
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