Netflix grava em SP a série sobre o acidente do Césio 137 de Goiânia e goianos reclamam; entenda
Na semana passada, quando o acidente completou 38 anos, o Conselho Municipal de Cultura da cidade publicou uma carta manifestando insatisfação com a locação da minissérie
Em junho, a Netflix anunciou que tinha começado as gravações da minissérie Emergência Radioativa, inspirada no acidente radiológico com césio 137, que aconteceu em 1987 em Goiânia.
Marcas na cidade
Goiânia ainda hoje carrega marcas do episódio. Os endereços do ferro-velho e de onde a capsula foi aberta foram cavados a 8 metros de profundidade e concretados. Hoje permanecem como um grande vazio já que nenhuma obra pode ser feita ali por questões de segurança.
A clínica desativada onde os catadores de recicláveis encontraram a capsula de césio foi demolida e o lugar cedeu espaço para a construção do Centro de Convenções de Goiânia, inaugurado em 1994.
Abadiânia de Goiás, cidade vizinha a Goiânia, foi escolhida para receber as mais de seis mil toneladas de rejeitos que foram acondicionados em containers de concreto. Entre os rejeitos estão roupas, utensílios, objetos, animais de estimação, árvores, restos de demolição, etc.
Outro ponto que conta a história do acidente é o Cemitério Parque, onde foram enterradas as vítimas, em especial, a menina Leide das Neves Ferreira, que tinha seis anos quando manipulou o pó que brilhava. Ela morreu poucas semanas depois. O corpo foi enterrado em um caixão especial revestido de chumbo, que pesava 700kg. Depois o túmulo foi concretado para evitar a propagação da radiação.