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O que é o Marvel Spotlight e como ele vai mudar o futuro do MCU

O novo selo de produções do Marvel Studios pode mudar a forma como vemos as séries e os filmes.

7 nov 2023 - 20h07
(atualizado em 8/11/2023 às 11h00)
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Foto: Reprodução/Marvel Studios / Canaltech

'Eco', nova série do Marvel Studios, teve seu primeiro trailer divulgado e, com ele, a a Disney anunciou que o estúdio terá um novo selo de produções chamado Marvel Spotlight. Essa nomenclatura, que começa com a série de Maya Lopez (Alacqua Cox), trará produções mais independentes da grande narrativa do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU, na sigla em inglês) e com tramas mais urbanas.

Essa nova subcategoria deve receber até uma nova introdução, diferente das vistas em todas as produções da Marvel, com tema composto por Michael Giacchino, de 'Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa' e diretor de 'Lobisomem na Noite'. Esse anúncio fez muita gente se perguntar os motivos por trás dessa separação, mas pode ter sido um jeito de continuar explorando o universo Marvel sem ter o peso de uma mega produção presa aos filmes.

Eco será o início do selo Marvel Spotlight (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Eco será o início do selo Marvel Spotlight (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Foto: Canaltech

Um lado diferente do Universo Marvel

Brad Winderbaum, chefe da divisão de streaming do Marvel Studios, disse o seguinte ao anunciar o novo selo do estúdio:

"Marvel Spotlight nos dá uma plataforma para trazer histórias mais realistas e focadas em personagens para a tela, como no caso de 'Eco', focando em temas mais urbanos em vez de na grande continuidade do MCU".

Ele ainda completou que, assim como leitores não precisam ler 'Vingadores' ou o 'Quarteto Fantástico' para aproveitar uma história do 'Motoqueiro Fantasma', os espectadores não vão precisar ver outras séries da Marvel para entender a história de Maya Lopez.

Eco não precisará de tanto dever de casa para ser assistida (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)
Eco não precisará de tanto dever de casa para ser assistida (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)
Foto: Canaltech

Essa declaração é muito importante e vai de encontro ao que o estúdio sempre pregou, de que tudo estava totalmente interligado, o que fazia com que os fãs precisassem assistir a todos os filmes para entender toda a saga. Por vários anos, isso funcionou muito bem, até a conclusão da Saga do Infinito e 'Vingadores Ultimato', mas começou a não se mostrar muito eficiente depois disso.

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A ideia de produções para o streaming sempre foi muito interessante, mas o fato de tudo precisar se conectar a filmes e à história por trás do universo Marvel fez com que várias séries recebessem um peso desnecessário, atrapalhando o desenvolvimento de personagens.

Mais personagens, menos pressão

Recentemente, o Marvel Studios anunciou mudanças na forma como suas produções para o streaming seriam abordadas, chegando a reiniciar toda a produção de 'Daredevil: Born Again', que já estava com episódios gravados, para reorganizar a série.

Demolidor em sua participação em Mulher-Hulk (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Demolidor em sua participação em Mulher-Hulk (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Foto: Canaltech

Os altos custos e a necessidade de tratar cada seriado como um filme de seis ou oito horas criou um problema para o Marvel Studios, já que esses fios conectores de história começaram a se perder. Personagens apresentados em séries poderiam não ter o mesmo impacto ao aparecer em um filme porque as pessoas não quiseram investir várias horas de sua vida para isso.

Outras séries, como é o caso de 'Loki', funcionam exatamente por terem um apelo maior e terem no seu cerne o desenvolvimento de personagens, junto de uma trama que faz sentido para o MCU. Uma série como 'Eco', focada em uma personagem secundária de 'Gavião Arqueiro' e pouco popular até mesmo nos quadrinhos, poderia sofrer bastante ao precisar se conectar a algum grande acontecimento do MCU.

Até mesmo alguns filmes do Universo Cinematográfico da Marvel já começaram a tentar se resolver sozinhos, como é o caso da trilogia do Homem-Aranha, produzida pelo Marvel Studios, mas lançada pela Sony Pictures.

Apesar de ter vários elementos de outros filmes, como a participação de Robert Downey Jr e refletir acontecimentos de 'Vingadores Ultimato' e  'Doutor Estranho' enfrentando pessoas do multiverso, as histórias dos longas se resolvem por si. O próprio filme explica o que aconteceu antes e não deixa o espectador com a necessidade de assistir a várias outras coisas para não ficar perdido.

Tudo ser conectado é incrível, mas pode cansar (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Tudo ser conectado é incrível, mas pode cansar (Imagem: Reprodução/Marvel Studios)
Foto: Canaltech

Essa é uma grande reclamação da Marvel pós-'Ultimato', de que é necessário quase fazer um curso intensivo para entender tudo o que está acontecendo no universo. Ironicamente, isso é um problema que já acontece nos quadrinhos, que serviram como base para essa imensa franquia interconectada de filmes.

Com o selo Marvel Spotlight, o estúdio tem a chance de manter sua grande saga intergaláctica acontecendo, enquanto personagens menores, que não participariam de toda aquela bagunça, podem ter suas histórias contadas sem amarras.

O lado mais urbano ou sobrenatural do MCU pode se mostrar imensamente interessante dentro desse selo, que pode entregar séries e especiais que não custam tanto dinheiro, mas que têm o seu valor dentro do grande MCU. É a oportunidade de crescer para os lados e não apenas para cima, explorando e entregando tramas novas a cada vez mais diferentes.

Não é difícil acreditar que, em alguns anos, as melhores histórias do MCU saiam diretamente do Marvel Spotlight. Surpreendentemente, 'Eco' pode ser uma delas.

'Eco', que terá classificação etária para maiores, tem estreia prevista para o Disney+ para o dia 10 de janeiro.

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