Guillermo del Toro promete "absolutamente nenhuma droga de IA" no relançamento em 3D de 'O Labirinto do Fauno'
"O que estamos protegendo é a beleza e o poder redentor da arte", afirmou o diretor vencedor do Oscar
Enquanto Hollywood continua flexibilizando sua postura em relação à Inteligência Artificial, Guillermo del Toro permanece irredutível em sua oposição ao uso da tecnologia no cinema.
O diretor vencedor do Oscar voltou à San Diego Comic-Con para celebrar os 20 anos de O Labirinto do Fauno. Ao comentar o relançamento do filme em versão 3D nos cinemas, com estreia marcada para 9 de outubro, del Toro garantiu aos fãs que "absolutamente nenhuma droga de IA" foi usada na conversão da obra.
"É muito mais caro. Não me importo. O que estamos protegendo é a beleza e o poder redentor da arte. Não se trata de quem consegue o trabalho", afirmou del Toro, sob aplausos do público. "Estamos protegendo uma linhagem artística. Se eliminarmos uma geração de pessoas do aprendizado do seu ofício, estaremos apagando o restante da história desse meio. E para quê?"
Em entrevista à NPR no ano passado, del Toro deixou claro que não tem interesse na tecnologia e afirmou que "preferiria morrer" a usar inteligência artificial.
"A IA, especialmente a IA generativa, não me interessa e nunca vai me interessar", disse à NPR. "Tenho 61 anos e espero continuar sem nenhum interesse em usá-la até morrer. Outro dia, alguém me enviou um e-mail perguntando: 'Qual é a sua posição sobre IA?'. Minha resposta foi bem curta: 'Prefiro morrer'."
O Labirinto do Fauno, longa-metragem em espanhol lançado em 2006 e aclamado por seu surrealismo gótico, arrecadou US$ 83 milhões nas bilheterias mundiais e venceu três Oscars: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Maquiagem.
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