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Conheça 'Nem Tudo é Paz e Amor', documentário com relatos de filhos da contracultura

Documentário de Betão Aguiar conta com nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção

29 mai 2026 - 15h09
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Nem Tudo é Paz e Amor, novo longa-metragem de Betão Aguiar, mergulha em memórias, dinâmicas familiares e na herança cultural do Brasil dos anos 1970 a partir de relatos íntimos de nomes como Moreno Veloso, Nara Gil, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção. Saiba mais sobre o filme a seguir:

Conheça 'Nem Tudo é Paz e Amor', documentário com relatos de filhos da contracultura (Divulgação)
Conheça 'Nem Tudo é Paz e Amor', documentário com relatos de filhos da contracultura (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

Do que se trata Nem Tudo é Paz e Amor?

Filho da escritora e produtora Marília Aguiar e de Paulinho Boca de Cantor, pilar fundamental do grupo Novos Baianos, Betão revisita episódios extraordinários e também os traumas que marcaram a infância dele e de seus entrevistados naquele contexto de liberdade, psicodelia e efervescência artística.

"Enquanto Tropicália, Novos Baianos e a contracultura dos anos 1970 reinventavam o DNA cultural do Brasil sob o peso da ditadura militar, seus filhos observavam, pelo buraco da fechadura, a beleza, as rupturas e a psicodelia daquela liberdade sem fim. O filme evoca o espírito da época, reverencia o Cinema de Invenção e faz da música e da ironia antídotos contra a mera nostalgia histórica. Fica a pergunta: quanta coragem é necessária para atravessar os traumas e as maravilhas de crescer no caos das revoluções artísticas e comportamentais da contracultura?", diz a sinopse oficial.

"Nossos pais ousaram sonhar um mundo diferente e romper padrões - mas percebi que certos vazios pediam respostas", conta o diretor, em sua segunda incursão no cinema de longa-metragem depois de Samba de santo - resistência afro-baiana (2020).

"Nasci e cresci em um universo profundamente musical, em contato direto com alguns dos maiores nomes da música produzida no Brasil. Ter sido criado em uma família alternativa, de forte vocação hippie nos anos 1970, atravessou minha existência em múltiplas esferas e foi determinante para quem sou e para a visão de mundo que construí. O filme é uma conversa aberta que ajuda a contar uma história que é nossa — e de muitas pessoas nascidas e criadas nesse período e sob essas condições", completa.

A ideia original é de Jasmin Pinho, sua amiga de adolescência, falecida em 2020. O filme foi realizado com recursos provenientes da Ancine via FSA e BRDE e Betão também assina a produção executiva do longa, ao lado de Minom Pinho, em uma parceria Casa Redonda e Zapipa Produções.

O documentário integra a Mostra Brasil do festival In-Edit Brasil 2026, que acontece entre 17 e 28 junho, em São Paulo, e chegará ao circuito comercial no segundo semestre, com distribuição exclusiva da Pandora Filmes.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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