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Entenda a acatisia: o quadro que levou Mônica Iozzi ao hospital

A atriz e apresentadora Mônica Iozzi revelou que enfrentou um quadro de acatisia, condição neurológica que se caracteriza por intensa inquietação motora. Saiba os detalhes desse quadro.

6 mar 2026 - 12h00
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A atriz e apresentadora Mônica Iozzi revelou que enfrentou um quadro de acatisia, condição neurológica que se caracteriza por intensa inquietação motora. A artista contou que precisou ser internada em São Paulo após desenvolver o problema como reação adversa a um medicamento. Assim, o caso reacendeu o debate sobre efeitos colaterais de remédios de uso frequente e chamou a atenção para um termo que o público em geral ainda pouco conhece.

Em vídeo publicado em 2 de fevereiro de 2026, Mônica relatou que a internação há uma semana e que ela começou no Hospital Albert Einstein, com posterior transferência para o Hospital Oswaldo Cruz, também na capital paulista. Segundo o relato, o quadro foi motivado por um remédio e exigiu acompanhamento médico constante. Na gravação, a artista afirmou que este deve ser seu último dia de internação e que seu estado de saúde está estável, sob supervisão da equipe do hospital.

A acatisia é um distúrbio de movimento que se manifesta principalmente por uma sensação interna de inquietação intensa e pela necessidade quase incontrolável de se movimentar – depositphotos.com / AndrewLozovyi
A acatisia é um distúrbio de movimento que se manifesta principalmente por uma sensação interna de inquietação intensa e pela necessidade quase incontrolável de se movimentar – depositphotos.com / AndrewLozovyi
Foto: Giro 10

O que é acatisia e como essa condição se manifesta?

A acatisia é um distúrbio de movimento que se manifesta principalmente por uma sensação interna de inquietação intensa e pela necessidade quase incontrolável de se movimentar. Porém, não se trata apenas de nervosismo ou ansiedade comuns. Afinal, a pessoa sente dificuldade real em permanecer parada, seja sentada, em pé ou até mesmo deitada. Entre os sintomas mais frequentes estão balanço constante das pernas, caminhar repetidamente de um lado para o outro, mudar de posição o tempo todo e sensação de desconforto físico quando precisa ficar imóvel.

Os especialistas classificam a acatisia como um efeito adverso típico de alguns medicamentos. Em especial, dos que atuam no sistema nervoso central. A sensação de inquietação costuma aparecer pouco tempo depois do início do uso ou de aumentos de dose. No entanto, também pode surgir após mudanças bruscas no tratamento. Em muitos casos, familiares e profissionais percebem primeiro a alteração de comportamento motor. Antes mesmo de o paciente conseguir expressar com clareza o que está sentindo.

Acatisia por medicamento: como isso acontece?

Na maior parte das situações, a acatisia medicamentosa associa-se ao uso de psicofármacos, como alguns tipos de antidepressivos e antipsicóticos. Afinal, esses remédios interferem em substâncias químicas do cérebro. Embora fundamentais para tratar diversos transtornos, eles também pode desencadear, em determinadas pessoas, reações como a inquietação motora. Assim, alterações na dopamina, neurotransmissor ligado ao controle dos movimentos, tem envolvimento frequente nesse processo.

Além dos antidepressivos e antipsicóticos, outros medicamentos, como certos remédios para enjoo, estabilizadores de humor ou drogas para tratar doenças neurológicas, também podem, em menor frequência, provocar quadros de acatisia. Porém, a reação não é igual em todas as pessoas. Afinal, fatores como sensibilidade individual, combinação de fármacos, dose utilizada e presença de outras condições de saúde podem aumentar ou reduzir o risco.

Quando a acatisia surge como efeito colateral, a conduta médica pode envolver diferentes medidas, entre elas:

  • Avaliar a necessidade de reduzir a dose do remédio em uso;
  • Substituir o medicamento por outra opção terapêutica;
  • Prescrever fármacos auxiliares para aliviar a inquietação;
  • Monitorar de perto a evolução dos sintomas, principalmente em ambiente hospitalar, se o quadro for intenso.

Quais são os sinais de acatisia que costumam chamar atenção?

Os sinais mais característicos da acatisia envolvem uma combinação de sintomas físicos e sensações internas. Entre os principais, médicos costumam citar:

  1. Movimento constante de pernas e pés, como balançar repetidamente ou cruzar e descruzar;
  2. Andar de um lado para o outro sem objetivo específico, em especial em ambientes fechados;
  3. Dificuldade de permanecer sentado por longos períodos, levantando-se a todo momento;
  4. Relato de "angústia no corpo" ou "pressa por dentro", acompanhada de grande desconforto ao ficar parado;
  5. Agitação visível, que pode ser confundida com ansiedade ou impaciência.

Em quadros mais intensos, a pessoa pode ter prejuízo importante na rotina diária, já que tarefas simples, como assistir a uma reunião, descansar no sofá ou aguardar em uma fila, se tornam difíceis. Por isso, profissionais de saúde costumam enfatizar a importância de relatar qualquer mudança súbita de comportamento motor após o início de um tratamento medicamentoso, permitindo o ajuste rápido da terapia.

Na maior parte das situações, a acatisia medicamentosa associa–se ao uso de psicofármacos, como alguns tipos de antidepressivos e antipsicóticos. – depositphotos.com / serezniy
Na maior parte das situações, a acatisia medicamentosa associa–se ao uso de psicofármacos, como alguns tipos de antidepressivos e antipsicóticos. – depositphotos.com / serezniy
Foto: Giro 10

O caso de Mônica Iozzi e o histórico da artista

No relato recente, Mônica Iozzi explicou que a acatisia que a levou à internação foi desencadeada por um remédio. A decisão pela hospitalização no Hospital Oswaldo Cruz, após passagem pelo Hospital Albert Einstein, teve como foco o controle da inquietação motora e o ajuste do tratamento. O acompanhamento em ambiente hospitalar permite monitorar a resposta às mudanças de medicação, prevenir complicações e garantir suporte multiprofissional.

Mônica é conhecida do grande público desde sua atuação como repórter do programa CQC, exibido pela Band entre 2009 e 2013. Depois do sucesso na atração, a artista passou a integrar o elenco da TV Globo, participando de novelas, séries e programas de entretenimento. Entre 2015 e 2016, apresentou o Video Show, consolidando sua imagem como comunicadora. A visibilidade do caso contribui para que mais pessoas reconheçam a acatisia como um efeito colateral possível de medicamentos e busquem orientação médica diante de sinais de alerta.

A divulgação de informações sobre a acatisia, como no episódio envolvendo Mônica Iozzi, tende a facilitar o reconhecimento precoce da condição. Quando identificada rapidamente e tratada com acompanhamento profissional, a tendência é que os sintomas diminuam e o paciente recupere a estabilidade, com ajustes adequados no esquema terapêutico.

Giro 10
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