De Os Simpsons a hits de rock: Como Mary Shelley e seu 'Frankenstein' dominam a cultura pop
Autora de 'Frankenstein' nasceu no dia 30 de agosto e 1797 e segue inspirando mentes criativas contemporâneas
Criado em 1818 por Mary Shelley, o clássico "Frankenstein" mantém uma influência duradoura na cultura pop ao debater a condição humana e a ciência. Presente no imaginário global desde o cinema de 1931, o monstro e seu criador inspiram animações, hits de rock e releituras contemporâneas, como o premiado "Pobres Criaturas" e produções recentes de Guillermo del Toro. Transformada em símbolo mutável, a obra segue viva ao se reinventar e gerar novas narrativas através das gerações.
Frankenstein, de Mary Shelley, foi lançado em 1818, tornou-se um clássico e segue influente - e presente na cultura pop - mesmo séculos após sua primeira edição.
Desde o arquétipo do cientista obstinado, até releituras da própria criatura, o trabalho da escritora britânica nascida em 30 de agosto de 1797 ainda é base de diversas áreas do entretenimento. Em meio a temas como rejeição, tecnologia e a própria condição humana, detalhes e inspirações do trabalho de Shelley podem ser observados nas mais diversas obras.
Tudo se inicia com a mais clássica das adaptações cinematográficas, lançada em 1931, homônima, e que é responsável por grande parte do imaginário da história. Ainda em preto e branco, o longa trouxe o ator Boris Karloff na pele da criatura.
Na televisão, Frankenstein é personagem constante em episódios de séries que exploram o Halloween. O Frinkenstein, de Os Simpsons, é um deles. A franquia Scooby-Doo também tem um filme dedicado à criatura, lançado em 2014. E uma das principais estudantes de Monster High é Frankie, a filha da criatura.
Há também algumas releituras que optam por abordagens diferentes. Pobres Criaturas é uma delas, que bebe da fonte da ressuscitação na personagem Bella Baxter, mas sob uma ótica ligada ao desenvolvimento e à compreensão de convenções sociais pela personagem - que rendeu o Oscar à atriz Emma Stone.
Já Tim Burton sempre deixou sua inspiração gótica explícita de maneira bastante óbvia em suas animações. Frankenweenie traz uma versão do clássico de forma voltada ao público infantil, em uma história de cortar o coração.
A música - em especial, o rock e o metal - também se inspiram na obra de Shelley. O rei do shock rock Alice Cooper utilizou-se dos escritos da britânica em Feed My Frankenstein - de uma maneira mais sexualizada, ao transformar a criatura em uma metáfora para desejo - e em Teenage Frankenstein, ao tratar da adolescência quando compara seu personagem com o monstro. Os alemães do Helloween lançaram um de seus sucessos, Dr. Stein, ao contar a história de um cientista que "cria criaturas engraçadas".
Em anos mais recentes, a história voltou em duas grandes releituras, tidas também como as mais fiéis dos últimos anos. O original Netflix de Guillermo del Toro traz um elenco de estrelas, com Jacob Elordi como a criatura, Mia Goth na pele de Lady Elizabeth Harlander e Oscar Isaac, como o cientista.
Outra que ganhou grande repercussão foi A Noiva!. Nessa nova versão, a história passa por uma visão diferente, e coloca a parceira da criatura em destaque. Como casal principal, Jessie Buckley e Christian Bale assumem os postos.
Muitas produções ao longo dos tempos encontraram nas palavras de Shelley, seja por meio do monstro ou de seu próprio criador, uma forma inovadora de se contar histórias. A autora não criou apenas um personagem, mas um símbolo mutável, que se adapta à passagem dos anos e ganha novos contextos, fazendo a obra perdurar.
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