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Caso de galerista americano morto no Rio: Ex-marido é condenado à prisão perpétua; relembre

Justiça dos Estados Unidos concluiu que Daniel Sikkema planejou o assassinato de Brent Sikkema, encontrado morto no Jardim Botânico, em janeiro de 2024

6 nov 2026 - 11h55
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Resumo
O americano Daniel Sikkema foi condenado à prisão perpétua pela Justiça de Nova York por planejar e financiar a morte de seu ex-marido, o renomado galerista Brent Sikkema, de 75 anos. O crime ocorreu em janeiro de 2024 no Rio de Janeiro, em meio a um divórcio conturbado. Daniel contratou o cubano Alejandro Prevez, que confessou ter executado a vítima com 18 facadas mediante pagamento. O executor foi preso no Brasil dias após o homicídio e segue respondendo ao processo na Justiça brasileira.

O americano Daniel Sikkema, de 56 anos, foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e financiar o assassinato do ex-marido, o galerista Brent Sikkema, morto a facadas no Rio de Janeiro, em janeiro de 2024. A sentença foi anunciada na quarta-feira, 4, pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York.

Em maio deste ano, Daniel já havia sido considerado culpado por homicídio por encomenda, conspiração para cometer homicídio por encomenda e conspiração para cometer assassinato em outro país. Segundo a investigação, ele contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para executar o crime em meio a um processo de divórcio conturbado.

O galerista Brent Sikkema (foto) foi morto a facadas no Rio de Janeiro em janeiro de 2024
O galerista Brent Sikkema (foto) foi morto a facadas no Rio de Janeiro em janeiro de 2024
Foto: Sikkema Jenkins & Co/Divulgação / Estadão

De acordo com a Procuradoria dos Estados Unidos, os dois começaram a acertar os detalhes do assassinato em 2023. Para financiar o plano, Daniel realizou 11 pagamentos destinados a Prevez e a uma pessoa com quem o cubano mantinha um relacionamento em Cuba.

A acusação também apontou que o americano utilizou, sem autorização, os nomes de amigos, funcionários e familiares para ocultar a origem das transferências.

Como foi o assassinato de Brent Sikkema?

Brent Sikkema, de 75 anos, foi encontrado morto em seu apartamento no Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro, em 14 de janeiro de 2024. O corpo apresentava ferimentos provocados por arma branca.

Segundo a acusação apresentada pela Justiça americana, Prevez desferiu 18 facadas contra o galerista. Minutos depois do crime, o cubano teria telefonado diversas vezes para Daniel por meio de um número secreto utilizado pelos dois para tratar do assassinato.

Ainda conforme a investigação, Daniel transferiu 5 mil dólares (cerca de R$ 27 mil na cotação atual) a Prevez pouco depois da morte de Brent e prometeu realizar outros pagamentos.

O suspeito de executar o crime foi preso pela polícia brasileira quatro dias depois, em 18 de janeiro de 2024. Em depoimento à polícia, Prevez afirmou ter recebido 9 mil dólares (R$ 49 mil na cotação atual) para matar o galerista. O processo contra ele segue em andamento na Justiça brasileira.

Durante o julgamento nos Estados Unidos, a defesa de Daniel sustentou que as transferências financeiras correspondiam a pagamentos por serviços prestados por Prevez. Antes da decisão dos jurados, os advogados também defendiam a inocência do acusado. Após a condenação, a equipe jurídica não informou se apresentaria recurso.

Quem era Brent Sikkema?

Brent Sikkema era um galerista americano com atuação no mercado de arte de Nova York. Em 1991, fundou a Sikkema Jenkins & Co., inicialmente chamada Wooster Gardens, no bairro do SoHo. Em 1999, o espaço foi transferido para o endereço que ocupa atualmente, na 530 West 22nd Street, em Manhattan.

Brent Sikkema ao lado de Michelle Obama
Brent Sikkema ao lado de Michelle Obama
Foto: @brentsikkema via Instagram / Estadão

A galeria representa artistas de diferentes linguagens e trabalha com exposições de pinturas, fotografias, esculturas e instalações. Entre os nomes associados ao espaço está o brasileiro Vik Muniz, além de artistas consagrados como Kara Walker, Arturo Herrera, Sheila Hicks e Jeffrey Gibson.

Sikkema começou a trabalhar com exposições em 1971, quando assumiu o cargo de diretor de exposições do Visual Studies Workshop, em Rochester, nos Estados Unidos. Cinco anos depois, abriu sua primeira galeria.

Além da atuação profissional em Nova York, o galerista mantinha uma residência no Rio de Janeiro, onde costumava passar temporadas. Foi no imóvel da capital fluminense que ele foi encontrado morto, aos 75 anos.

Estadão
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