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Arthur Brooks, professor de Harvard: 'Você nunca fica entediado, mas sua vida é incrivelmente entediante'

Para o especialista em felicidade, preencher cada minuto de espera com o celular pode nos afastar das perguntas que dão sentido à vida

28 set 2026 - 17h21
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Resumo
O professor de Harvard Arthur Brooks alerta que o hábito de evitar o tédio com o celular prejudica a busca por propósito. Embora o cérebro recorra a distrações digitais em qualquer momento ocioso para fugir do desconforto, esses períodos de pausa são essenciais para refletir sobre quem somos. Para o especialista, eliminar esses instantes vazios gera um paradoxo perigoso: as pessoas nunca se sentem entediadas no dia a dia, mas acabam construindo uma vida inteira desinteressante e vazia de sentido.
Arthur Brooks, professor de Harvard: ‘Você nunca fica entediado, mas sua vida é incrivelmente entediante’.
Arthur Brooks, professor de Harvard: ‘Você nunca fica entediado, mas sua vida é incrivelmente entediante’.
Foto: Reprodução, Instagram @arthurcbrooks e Netflix / Purepeople

Você está esperando o sinal abrir e, antes mesmo de perceber, pega o celular. A cena se repete na fila do mercado, no elevador e nos poucos minutos livres entre uma tarefa e outra. 

Hoje, quase sempre há algo à mão para impedir que o tédio apareça. Mas será que precisamos evitá-lo o tempo todo?

Para Arthur Brooks, a resposta é não. Professor da Universidade de Harvard e autor de livros sobre felicidade e propósito, ele defendeu o valor desses momentos de pausa em uma entrevista ao The Rich Roll Podcast, publicada em março de 2026.

Por que Brooks defende o tédio

"Precisamos ficar entediados. Nosso cérebro precisa ficar entediado", afirmou Brooks durante a conversa.

Segundo ele, os períodos em que não estamos ocupados com uma tarefa ou distração abrem espaço para refletir sobre quem somos e sobre o sentido da nossa vida. Isso nem sempre é confortável — e talvez seja justamente por isso que procuramos tão depressa alguma coisa para fazer.

O celular oferece uma saída fácil. Se a espera parece longa, basta abrir um vídeo ou percorrer as redes sociais.

Brooks observa, porém, que eliminar esses pequenos momentos de tédio pode ter um efeito inesperado: ficamos entretidos a cada instante, mas deixamos pouco espaço para pensar no que torna a vida interessante como um todo.

Uma vida cheia de estímulos pode parecer vazia

Brooks resume esse paradoxo ao falar de quem busca distração até nos breves momentos de espera:

"Você nunca fica entediado de um momento para outro, mas sua vida é incrivelmente e...

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