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A música impopular dos Beatles que John Lennon e Paul McCartney insistiam em tocar nos shows

"Baby's in Black" virou presença garantida nas apresentações, mesmo sem o sucesso dos grandes hits do grupo

9 out 2025 - 12h05
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Durante o auge da Beatlemania, John Lennon e Paul McCartney mantiveram uma tradição curiosa: tocar uma de suas músicas menos populares, "Baby's in Black", em praticamente todos os shows da banda entre 1964 e 1966. A faixa, lançada no álbum Beatles for Sale (1964), destoava do repertório dominado por sucessos como "She Loves You" e "Help!", mas permaneceu uma escolha pessoal dos compositores em meio à pressão por hits.

A música "Baby's in Black", composta pela dupla Lennon
A música "Baby's in Black", composta pela dupla Lennon
Foto: McCartney, permaneceu no repertório dos Beatles entre 1964 e 1966 apesar de não ser um grande hit ( Bettmann) / Rolling Stone Brasil

No documentário The Beatles Anthology (1995), McCartney explicou que a dupla gostava de desafiar o próprio público e variar o ritmo dos shows. "Era algo diferente, uma canção em compasso três por quatro, que soava mais introspectiva", contou o músico. Para ele, "Baby's in Black" representava um momento de liberdade criativa dentro do grupo: "Já tínhamos provado que podíamos fazer grandes sucessos. Então, começamos a nos voltar mais para dentro, fazendo o que queríamos."

A canção, inspirada em temas de luto e amadurecimento, mostrava um lado mais sombrio e maduro dos Beatles. McCartney explicou: "Acho que John e eu também queríamos fazer algo com pegada blues, um pouco mais dark, mais adulto, em vez de apenas pop puro", explicou. "Era mais como 'bebês de preto', como em luto. Nossa cor favorita também era preto".

Lançado em dezembro de 1964, Beatles for Sale marcou uma transição importante na carreira do quarteto. Depois de um período de exaustivas turnês e gravações, o disco refletiu o cansaço e o amadurecimento artístico dos Beatles. O tom mais melancólico de faixas como "I'm a Loser" e a própria "Baby's in Black" contrastava com o otimismo contagiante dos primeiros trabalhos e antecipava a fase mais introspectiva que viria a partir de Rubber Soul (1965).

Apesar de ter sido recebido com críticas mistas na época, o álbum é hoje visto como um registro crucial da evolução do grupo. Beatles for Sale revelou o início de uma mudança na composição de Lennon e McCartney, que começaram a abordar temas mais pessoais, sombrios e emocionalmente complexos, um prenúncio da sofisticação que marcaria a segunda metade da trajetória da banda.

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