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Segundo Andrew Johnson, que escreve crítica de cinema para a revista semanal Time Out em Nova Iorque, La Vita è Bella ficará conhecido na história do cinema como aquela comédia sobre o holocausto. O filme é isto também, mas é muito mais. A primeira parte é uma comédia tipo The Marx Brothers, o que faz o espectador relaxar, se divertir e se envolver, que é um dos motivos pelos quais eu vou ao cinema. Mas depois o filme muda, e ele se torna um filme que retrata o holocausto em uma de suas diversas possibilidades.
Existe um ditado em inglês que diz "Love Saves the Day", mas eu acho que "Humor Saves the Day" não é uma má opção. No filme La Vita nos vemos o campo de concentração através do olhar de Guido Orefice (Benigni) e de seu filho de cerca de sete anos. Mas o fato de ter humor e amor não diminui a força emocional da história contada. Ele foi acusado de glamorizar o holocausto. Caso você não se recorde, Roberto Benigni é um dos caras que esta na prisão em Down by Law, de Jim Jarmush. Assim como em Dowm by Law, ele se apaixona pela própria esposa e eles têm uma bela história de amor. O filme está sempre com lotação esgotada no Angelika Film Center. É uma sala de cinema em "downtown" Nova Iorque que tem cinco salas, um café maravilhoso. Neste café tem um sorvete que nos faz lembrar que La Vita E Bella e Dolce. O nome do sorvete? Ciao Bella. La Vita è Bella, Itália, 1997. De Roberto Benigni. Com Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Giustino Durano, Bini Bustric, Marisa Paredes e outros. Bárbara Kruchin
é artista plástica e aficcionada por cinema. Ela é brasileira,
mas mora em Nova York desde 1991, onde cursou a School of Visual Arts.
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