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Filme: O Sexto Sentido





De: Gerbase

Dividi as cartas recebidas em dois blocos. Primeiro as que não comentam (nem revelam) o final do filme. Depois as mais "perigosas" para quem ainda não viu "O sexto sentido". Peço desculpas por não poder publicar todas as mensagens, que, mais uma vez, foram muito numerosas. Pelo mesmo motivo, reduzi alguns textos.

De: José Ricardo
Depois das vassouradas da "Bruxa de Blair" (eu sou um dos que adorou o filme) voltamos a entrar em sintonia em nossas opiniões. "O Sexto Sentido" não é um filme de terror como anunciam os exibidores. É um filme sobre o sobrenatural, sobre a reconciliação e, de certa forma, sobre o poder das relações. (...) O ruim deste filme, é ter de dormir sozinho logo após ter assistido na ultima sessão.

Em tempo: a garotinha não entregou a fita de vídeo enquanto estava viva porque:
(A) Ela não sabia que a câmara estava ligada, gravando a cena do crime e, depois de morta, veio fazer justiça; (B) Ela não sabia que sua morte tinha sido causadapelo envenenamento da madrasta (afinal, no vídeo só mostra a madrasta colocando um liquido na sopa) e depois de morta ela "sacou" qual era o lance; (C) Ela não contou a sacanagem pois seu pai provavelmente não iria acreditar em sua história, pois amava a tal mulher (assim como a mãe do garotinho não acreditaria que ele falava com a avó).

O importante da cena é apenas revelar a maneira que o garotinho encontrou para se adequar àquela situação sobrenatural em sua vida.

De: Gerbase
Eu entendi tudo diferente: (A) Ela preparou intencionalmente a gravação; (B) A imagem é clara: aquela garrafa continha veneno; (C) A "tal mulher" é a sua mãe. Há um retrato da família que mostra isso. A mãe é a homicida. O importante da cena é mesmo mostrar como o garotinho passa a ser um "ajudante de cadáveres". Mas, para que isso funcione bem, acho que as coisas poderiam ser melhor explicadas. Bastavam três linhas de diálogo, ou mais trinta segundos de ação.

De: Flávia Aiex
Achei o filme excelente, totalmente diferente do que imaginava. Por mais que o Bruce Willis não tenha nem chegado aos pás do garotinho, temos que levar em consideração que, desta vez, pelo menos não foi duro de "agüentá-lo" :-) Achei o filme muito bom, bom, principalmente pq acredito muito nesse negócio de 6o sentido... Quanto à sua pergunta: POR QUE A MENINA NÃO ENTREGOU A FITA ANTES DE MORRER?, digo que não entregou pq não deu tempo, pois, como sempre ouço, todos vêm p/ cá com uma missão a cumprir.

Essas pessoas que morrem de maneiras tão drásticas não conseguem atingir o seu objetivo, e por isso ficam "atormentando" a vida de quem consegue vê-los, para que pelo menos essas pessoas consigam fazer o que elas, em vida, não conseguiram. E essa menina tinha que mostrar para o pai que aquela mulher, que suponho que seja a madrasta dela, havia matado ela e que mataria a irmã tbm. É isso q eu acho. Ahhh.. Outra coisa: QUE OLHO LINDO QUE AQUELE GAROTINHO TEM! MARAVILHOSO.

De: Laura Cánepa
Embora concorde que "O Sexto Sentido" não é um filme inovador sob nenhum ponto de vista, trata-se de um dos filmes de terror que mais tirou o sono das pessoas até hoje (inclusive o meu, que vi "O Iluminado" 25 vezes). Experimente perguntar a quem assistiu ao filme se conseguiu ir ao banheiro de madrugada na primeira noite depois de vê-lo. Duvido. Isso porque ele trabalha muito bem os medos infantis: naquela hora em que a menina vomitada abre a barraquinha do Cole, lembramos bem das noites em que dormimos com a cabeça embaixo do cobertor. E quando os coleguinhas o trancam naquele cubículo com o fantasma? Quantas crianças já tiveram medo disso?

Tirando uma espécie de moralismo kardecista e um conformismo absurdo com a situação (tipo "se não pode com eles, junte-se a eles"), eu diria que se trata de um filme de terror muito acima da média, especialmente da média atual - alguém que tenha se prestado para ver "A Casa Amaldiçoada" sabe bem do que eu estou falando. Então estou aqui para defender dois pontos que você levantou sobre o roteiro. O primeiro é a história terrível da família, que fica apenas como apêndice: na minha opinião, este é exatamente o terror da seqüência, pois fica subentendido que cada fantasma daqueles traz uma história desse tipo, e vai pedir a ajuda de Cole.

O segundo é o fato de a menina morrer antes de entregar a fita ao pai: se, como fica explicado, os mortos que ficam por aqui tem questões a resolver, parece-me que ela morreu no dia em que descobriu o que estava acontecendo e, como não teve tempo de mostrar a fita, teve que ir atrás do pobre do Cole.

De: Gerbase
É, Laura, acho que você atacou o "x" da questão, que é mesmo o moralismo kardecista. Mas isso não chega a destruir a trama, como acontece naquela bomba do Robin Williams, "Amor além da vida" (ou algo parecido, acho que esqueci, ainda bem).

De: Juliano Silveira Camargo
Concordo com você em suas observações sobre o filme. Ele de fato é interessante, tem um roteiro bom e um ótimo final. Também acho que o ponto onde ele descobre que tem esse dom e resolve trabalhar nele é pouco explorado. Em suma: se as coisas se resolvessem em 15 minutos ou meia hora e usassem o resto do filme para investir nesse lado "oculto", talvez melhorasse ainda mais a qualidade do filme.

De: Eduardo A. Barbaresco
Caro Gerba, é chato chover no molhado, mas vale o comentário: "Pô! Como pode tantas pessoas levarem para o lado pessoal sua crítica!" Realmente, às vezes é intrigante! (risos...) Pois bem, quanto ao filme, realmente gostei muito, com uma história muito bem feita e um roteiro pra lá de criativo, faz você repensar todo o filme. Concordo realmente com você em muitos pontos no filme, como a interpretação de Haley Joel Osment, infinitamente superior a todos no filme (pelo menos a do Bruce não foi aquela pantomima de "O Quinto Elemento"). As cenas de suspense realmente muito bem trabalhadas (o que voçê achou das cenas da menina em baixo do cobertor? burghhh..)

Quanto à curta história da menina, que poderia ser um pouco mais "bem explicada", realmente fica o enigma do seu comentário. Agora, quanto ao final, realmente sem palavras. Na minha modesta opinião muito bem sacado "entender que tudo estava à sua frente, o tempo todo, e nem sequer se desconfiar". Não vi ultimamente finais assim tão diferentes como esse. Não vi "o Suspeito da Rua Arlington" (é realmente tão diferente quanto este?). Que pena! O jeito vai ser esperar pelo lançamento em vídeo mesmo. Valeu!

De: Gerbase
O final de "O suspeito da rua Arlington" trabalha mais com a trama do que com o personagem. Também é muito interessante. E em breve poderemos discutir também o final de "O clube de luta", que tem alguns pontos de contato com os outros dois filmes.

De: Matheus Dutra
O garotinho Haley-Joel Osmont está sensacional, e Bruce Willis parece um aprendiz perto dele. Não que Bruce Willis esteja mal, mas é que o garotinho dá um "show de bola". Um aspecto que achei interessante no filme é que o diretor utiliza de sutileza. Muito embora apareçam os cadáveres, não é a todo momento, não é gratuito. Eu morri de medo. O filme me fez sentir aquela sensação do medo do inexplicável. Senti desespero nos olhos do garoto. Mas o que eu achei mais legal é que o roteiro é muito bem amarrado, e a verdade estava na nossa cara o tempo todo! Não estou dizendo que é o melhor filme do mundo, mas o roteiro foi muito bem escrito.

Confesso que não vi "O Bebê de Rosemary", por medo (risos)! O filme que me deu mais medo até hoje foi "O Iluminado", a excursão cinematográfica pela solidão/loucura de Jack Nicholson, pelo magistral Stanley Kubrick. "O Sexto Sentido" me pareceu um quase-retorno aos bons filmes que dão medo. E nada como entrar na mente de um garoto assombrado por fantasmas para sentir o mesmo.

De: Andre Checchia Antonietti
Eu saí da pré-estréia de "O sexto sentido" querendo ser um crítico, só pra poder dizer às pessoas o quanto o filme é surpreendente. SURPREENDENTE é a melhor palavra pra classificar este filme. Ninguém esperava aquele final (prometo não contar). Todo mundo esperava o óbvio. Com certeza este filme será colocado entre os grandes filmes de suspense. Não discordo de você que Bruce Willis NUNCA convence, seja fazendo psiquiatras, maridos sacanas, implodindo asteróides ou soltando pregos da mão de sua amante: mas o que ele é ali? Nada. Papel que só tem um maior destaque na tela no final, depois que o filme acabou. Todos os méritos do filme são do novato (nem tanto assim) Haley Joel Osment. Rola um boato de que ele talvez dispute o OSCAR.

O menino passa um medo muito maior do que o do psiquiatra, quando percebe que seu casamento vai mal, ou vê seu ex-paciente se matando. Ele tem medo natural de criança, medo do desconhecido, medo da MORTE. Mas não daquela MORTE que leva as pessoas com sua foice, nem do demônio: o medo vem do desconhecido. Algumas pessoas disseram que o filme tem atribuições espíritas, mas eu não acho. Acho que o filme tem uma mensagem boa quando diz: NINGUÉM É TÃO RUIM QUANTO PARECE. E o filme deixa qualquer um que desconheça o final de boca aberta. Não assisti "O Iluminado", mas sou fã de "O exorcista" e acho que futuramente iremos ver "O sexto senrtido" entre esses grandes clássicos do suspense. Só espero que não exista uma seqüência, pois as únicas que gosto são as do "Pânico", pois são as únicas que não estragaram o primeiro (haja visto os outros episódios de "O exorcista" e a seqüência do perfeito "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado).

Agora, teça somente um comentário fora desse assunto: COMO O BRASIL QUER GANHAR UM OSCAR COM O ORFEU?

De: Gerbase
Acho que "Orfeu" foi a escolha óbvia para nos representar no Oscar. O Brasil aparece de uma maneira que os americanos estão acostumados a ver. Tem carnaval, violência, belas mulatas, etc. E o filme tem amplas qualidades cinematográficas: é bem filmado, bem montado, tem um som legal, etc. Seria bom que ele concorresse, para nos manter na principal vitrine do cinema mundial.

De: Valter Azevedo Você, definitivamente, tem algo contra os filmes americanos. "O sexto sentido" é excelente e não tem nenhuma pretensão de ter um final melhor que outro filme qualquer. Se você conhecesse um pouco da doutrina espírita, você veria que o final não tem nada de mais, pois isso acontece muito. A pessoa morre, mas o espírito não percebe e continua a viver como se nada tivesse acontecido. Do ponto de vista espírita, o filme é realmente excelente, pois tratou seriamente e com muito realismo do assunto. Nem o considero um filme de terror ou suspense. Ele é vendido assim para ter boa bilheteria. Sobre a menina não ter falado da fita antes, pergunto: e, em vida, ela tinha visto a fita? Provavelmente não. Isso é querer pegar furo no roteiro.

De: Gerbase
Não sei de onde você tirou que tenho algo contra o cinema americano. Cansei de dizer aqui que é o melhor cinema do mundo.

De: Deivid Cardoso e Alexandre K.
É totalmente imbecil o seu comentário infeliz do filme "O sexto sentido". Será que Bruce Willis, só por ter feito milhares de filmes de ação e efeitos especiais (que eu particularmente adoro, mas isso não importa), não tem o direito de se aventurar em filmes mais "sérios"? Ele foi perfeito no filme, e merece ser indicado ao Oscar do ano que vem, com certeza. Você fala assim pois sabe que quase ninguém assiste aos seus filmes, então você faz questão de tentar rebaixar um filme PERFEITO, como "O sexto sentido". Aliás, o final do filme ganha muito do final de "Seven" e d"O Suspeito da R. Arlington". Por acaso você poderia imaginar um final melhor? Se for depender da sua originalidade, com certeza nâo!

A força que você deve ter feito para elogiar UM POUCO o filme deve ter sido fenomenal, já que sua opinião parece sempre divergir da maioria das pessoas (se o filme fosse ruim, não estaria na 13a. colocação de todos os tempos nos EUA). É muito fácil publicar o que quiser, já que você tem todo o espaço do mundo (eu duvido que você publique esta opinião, mas não interessa também).

De: Gerbase
Tenho tanto espaço que publiquei a opinião de vocês. Só tirei algumas ofensas pessoais, que careciam de originalidade. Mas, cá pra nós, vocês acham que eu "rebaixei" o filme na minha coluna? Pensei que tinha elogiado. Quanto ao Bruce Willis, basta ver as mensagens: a maioria dos espectadores concorda comigo.

De: Arnaldo Coutinho de Carvalho
Só para ilustrar, você poderia citar alguns filmes onde atores que contracenaram com crianças e animais não foram quase que totalmente ofuscados por eles. Acho que Bruce Willis sabia do perigo que corria. Crianças e animais são mais amigos (íntimos) das câmaras que os adultos, ou vice-versa. O talento do garoto que vê fantasmas é dele ou de qualquer outro bem dirigido?

De: Gerbase
As crianças também podem ser terrivelmente canastronas. O diretor de "O sexto sentido" fez centenas de testes antes de escolher o garoto (que foi um dos últimos a aparecer). Não estou lembrando de muitos filmes estrelados por crianças e animais, fora os óbvios. Mas nem sempre os adultos ficam ofuscados.

De: Jassiara
Resolvi escrever para você, pois achei um absurdo as críticas ao filme "Sexto Sentido". Ele dá de dez a zero no filme "O Bebê de Rosemary", que, além de ser totalmente sem graça, não tem nada de suspense e o final, então, é uma droga. Não gostei do menosprezo dado ao ator Bruce Willis, que na minha opinião, desempenhou muito bem este papel. Tanto que ninguém percebeu que, quando ele estava com a esposa durante todo o filme ele (...). Claro, que a atuação do menininho Haley Joel foi fantástica, e adequada ao seu papel. Pois não haveria sentido o Bruce Willis ter as mesmas feições que o menino que via os mortos.

CURIOSIDADE: Gostaria de perguntar-lhe se, por um acaso, reparou em duas cenas diferentes em que aparece um microfone pendurado. Uma cena é quando o menino está falando com o professor que era gago na infância/adolecência e quando eles vão até o velório da menina que morreu "envenenada". Você saberia me dizer se foi erro da equipe de gravação ou se foi de propósito querendo significar algo. Porque eu não entendi, e, no meu ponto de vista, parecia erro de filmagem. Mas como um filme com esta produção, está com um erro tão gritante? Gostaria que você me explicasse.

De: Gerbase
Ver o microfone é algo bastante comum nos filmes americanos, porque eles geralmente filmam com a janela da câmara totalmente aberta (proporção 1:33, ou "full-frame"), considerando que há uma área acima e embaixo do fotograma que será cortada na projeção (ficando na proporção 1:66 ou 1:85). Acho que as cópias que passam nos Estados Unidos já são feitas com esses cortes, usando máscaras no negativo. Assim, na hora de filmar, às vezes o microfone, que precisa ficar o mais perto possível da boca do ator, está nessa área que, teoricamente, os espectadores não verão. Quando o inter-negativo (ou o contra-tipo) vem para o Brasil, às vezes as cópias são feitas sem as máscaras e, se o cinema não respeita a proporção indicada na lata do filme, os microfones (e tudo o mais) entram em quadro.

Lembro de um travelling bem longo, em "Muito além do jardim", em que vi o microfone e o seu cabo por dois ou três minutos.

De: Mauro Godoy Prudente Filho
Para mim, um grande filme deve ter o poder de me surpreender. E no cinema americano isso anda cada vez mais difícil. Mas as vezes acontece, e foi o caso do filme "O sexto sentido". Confesso que não esperava o desenlace proposto, o qual me fez relembrar o filme sob um ângulo inteiramente oposto. E foi essa a verdadeira intenção do roteirista. Montou o filme inteiro, cada cena, para que o final se tornasse coerente. Conversei com todos os meus amigos que assistiram ao filme, e quero fazer uma pergunta a você, caro Gerbase: duvido que você tenha adivinhado qual seria o final do filme. Você chegou a desconfiar do que tinha acontecido ao Bruce Willis (e que o próprio personagem não sabia)?

Quanto à sua crítica, discordo de algumas coisas. Não acho que o filme tenha qualquer coisa a ver com Deus e o Diabo. Acho que essa questão não equivale à discussão sobre vida após a morte (se alguém merece o rótulo de Diabo é a mulher que matou a menininha). Aliás, o filme mostrou o tema de forma extremamente verossímil, o que o tornou realmente apavorante... Ainda, não entendi porque você usou a expressão "tá tudo bonitinho demais, moralizado demais".

De: Gerbase
Não saquei o final antes do filme terminar. E olha que as dicas estão mesmo lá. De certo modo, a atuação limitada do Bruce Willis ajuda a disfarçar toda a trama. Ninguém espera nada dele além do que ele realmente faz. E assim vamos engolindo sua "não-atuação".

De: Fred
Concordo plenamente em sua crítica ao filme "O sexto sentido". Realmente a atuação do ator-mirim Haley Joel Osment faz com que Bruce Willis seja um mero coadjuvante. Ele nos deixa com muito medo de olhar para a poltrona ao lado, que estava vazia quando vc entrou no cinema, e se deparar com algo assustador. Achei o filme bem dirigido e sem falhas no roteiro. Aquele final tinha tudo para nos dar algum "furo de roteiro", mas não encontramos nada além da impecável narrativa. Quanto ao filme ser "bem explicadinho", você já viu "A Estrada Perdida"?!?! Poderia me explicar aquele final, ou melhor, aquele filme?!?!

De: Gerbase
"Estrada perdida" é outra coisa, bem diferente, com outra proposta. E David Lynch, um dos grandes diretores da atualidade, brinca com as convenções do cinema e com o próprio espectador. Ele não quer explicar nada mesmo. Quer nos confundir. Usar dois atores para o mesmo personagem não é novidade, e Buñuel já fizera isso em "Esse obscuro objeto do desejo". Mas, em "Estrada perdida", os outros personagens percebem a troca. Quer que eu explique o que isso significa? Vou ficar devendo. Mas adorei "Estrada perdida", que é um dos grandes filmes da década.

De: Maximo
Apesar de não concordar em nada com a crítica de "A Bruxa de Balir", sou obrigado a aceitar as considerações feitas quanto ao filme "O sexto sentido". Realmente Bruce Willis não convence nem um pouco e o ator mirim, Haley Joel Osment, deveria ser indicado ao Oscar de coadjuvante (pelo menos). Quanto ao final, que é o ponto alto e até mesmo salvador do filme, temos que concordar que é ótimo. Tão bom quanto o de "Seven", ou melhor ainda do que o de "Os suspeitos", vencedor do Oscar de melhor roteiro.

De: Melissa S. Borges
Ótimo! Adorei mesmo, e posso dizer que me impressionou muito. Um filme que até a metade não mostra nenhuma imagem chocante, mas que, a partir daí, tudo é emoção e coragem de deixar os olhos abertos para ver o que acontece! Talvez o final não seja o de "Seven", mas também é muito interessante, e nos faz pensar na dimensão das crenças...

De: Izauro Luiz Silva
A respeito desse filme (que, aliás, eu aproveitei que a minha professora de Física bateu o carro e não foi dar aula, e eu fui ver) eu queria dizer que há muito eu não via um filme que me chamasse tanto a atenção. Talvez porque eu acredite numa vida após a morte e tudo que "didaticamente" aparecia no filme correspondia aquilo que meu pai sempre me dizia. Além disso, o garotinho dá um show de bola e o suspense, ao meu gosto, dá de dez na "Bruxa de Blair". Mas o melhor, sem dúvida alguma, é o final. Simplesmente inimaginável. E, é claro, no auge dos meus 17 anos, não pude controlar as lágrimas ao sair do cinema (que, com certeza, não eram por causa da minha professora...).

De: Matheus Dutra
Eu só queria dividir a impressão do filme que vi. Não é nada pessoal. Fui ver "O sexto sentido". O filme dá MUITO, mas MUITO MEDO MESMO!!! Não tem "Bruxa de Balir", não tem "A Casa Amaldiçoada"... O filme do indiano é sinistro, mesmo. Prepare-se para passar noites sem dormir. O único filme que tinha metido medo em mim anteriormente foi "O iluminado", do Kubrick, com aquela interpretação inesquecível de Jack Nicholson. "O Sexto sentido" parece ter resgatado um elemento fundamental nos filmes desse gênero: a naturalidade. O filme assusta porque mexe com essas coisas do "além". Assusta pelas visões de Cole. Tudo bem, sabemos que é ficção, mas qual é a graça de vermos "O sexto sentido" com um olhar céptico? É como se, a qualquer momento, fôssemos ver aquilo que o menino vê. Talvez eu tenha ficado impressionado, talvez tenha mexido com meu inconsciente, e de fato, mexeu.

Não sei se vc vai falar mal, bem, não me importo. Acho legal sua coluna aqui no ZAZ. Não estou discutindo a "qualidade" do filme (que na minha opinião é muito legal, interessante e muito assustador.) Só queria saber no que o filme mexeu em vc, se é que mexeu.

De: Regina Célia Silva
Vou pouco ao cinema, porque na minha cidade os cinemas são pulgueiros, daqueles onde a fita arrebenta durante a projeção. E, desde que os imbecis começaram a fazer intervalos durante os filmes (para vender pipoca e refrigerante), jurei nunca mais por os pés em nenhum cinema daqui. O último filme que vi no cinema foi "Titanic" e sempre leio as críticas dos filmes para vê-los em vídeo, ou então quando vou a Curitiba, onde há ótimos cinemas ,com salas limpas, tela imensa e som maravilhoso. Mas todos estavam falando tanto de "O sexto sentido" que decidi romper minha promessa e fui ao cinema pulgueiro. Não me arrependi. O garoto realmente, é um ator especial, que consegue transmitir o seu desespero durante cada minuto do filme.

Já quanto ao Bruce Willis, acho que ele conseguiu passar, pelo menos para mm, que sou médica, a sua sensação de fracasso por não ter ajudado o seu paciente, e agora quer se redimir com este outro. É claro que o menino é o filme, mas gostei muito do Bruce Willis. O final é mesmo surpreendente. Infelizmente não pude ver "O Suspeito da Rua Arlington" porque não estava a fim de ir ao cinema pulgueiro, mas vou aguardá-lo em vídeo. Graças a Deus, os amantes de cinema de Campo Grande-MS logo (daqui a um mês) deixarão de ir a estes cinemas, porque serão inauguradas dez salas no shopping. Aí, eu não vou sair de lá e vou poder assistir a todas as estréia. Você acredita que o cinema daqui teve coragem de exibir "De Olhos Bem Fechados" num dia que estava 38 graus com o ar condicionado quebrado?

De: LUCKY
O roteiro, muito bem escolhido para este final de milênio, encontra embasamento perfeito dentro da literatura espírita. Quem não é muito ligado nisso ou naquilo do técnico vai gostar do filme. A interpretação do ator-mirim traz às telas emoção e sentimento. Vivencia-se o seu sofrimento e as suas experiências em conjunto. O personagem de Bruce Willis está com um peso de consciência: não conseguiu ajudar um de seus pacientes e julga-se culpado por sua morte. Por isso ele continua por aqui, dentre os vivos. Porém, só pode ser visto por um médium, que detenha o poder da vidência, que é o caso do menino. Pergunta-se: mas por que o garoto só fala com ele, e não com os outros? Porque os outros estão em estado tão deplorável que põem medo no menino.

Através de seu trabalho e das insistentes conversas, o psicólogo, enfim, resolve acreditar no garoto e lhe dá uma sugestão: fale com eles! A partir daí, está resolvido, pois ele ajudou o garoto e sentiu-se como que cumprido a missão. Então, ele também estaria pronto para saber a verdade. Ele também era desencarnado... Um "Ghost" moderno e requintado, mas com embasamento filosófico...

De: Marcos Lavieri
Ao ler sua coluna sobre "O sexto sentido" (que ainda não assisti) não concordei com um ponto. É sobre ele que escrevo. Você fala sobre os melhores finais de filme do ano e elogia o de "Seven". Mas, sob o meu ponto de vista, o final de "Seven" têm duas falhas que necessitam de uma explicação detalhada. A trama do filme se baseia no serial killer que usava os sete pecados capitais como inspiração para cometer os crimes, sempre com a vítima sendo a pecadora e morrendo de forma a ilustrar o pecado. Mas no fim o assassino comete dois deslizes: se ele cobiçava a mulher de Brad Pitt, não era ela quem deveria morrer, pois ela não tinha inveja de ninguém, e morreu para ilustrar a inveja.

E, no fim de tudo, quando Brad Pitt mata o assassino, a vingança serve para ilustrar a Ira, enquanto o agente (Brad Pitt) fica vivo. Talvez eu esteja detalhista e exigente demais, mas o filme vinha de forma tão perfeita que eu fiquei decepcionado com a quebra da lógica, que se manteve tão correta durante o desenrolar das ações. É isso.
As respostas para a crítica ao "Austin Powers" estavam muito legais. O filme realmente decepciona. Só se segura na primeira meia hora.

De: Gerbase
Para responder detalhadamente à sua pergunta, eu teria que rever o "Seven". Mas, pelo que me lembro, o final é absolutamente verossímil. Atenção: para o assassino, o importante é continuar as suas ações de forma lógica, nem que, para isso, tenha que desviar um pouco de seu plano original. Se tudo fosse absolutamente previsível, o filme seria chato.

De: F.V. Jardim
Talvez tenha sido o Código do Consumidor que deu a nós, pobres mortais, voz para discordar, reclamar, elogiar, enfim, que nos fez perceber que também podemos dizer o que pensamos, sem que isso se configure um atrevimento, ou um atentado ao status quo. (Só por curiosidade, qual é sua idade? Você já existia durante os anos de ditadura?) Isto posto, vou discordar um pouco do seu comentário arespeito do Sexto Sentido. Fui ver o filme, morri de medo, achei o enredo intrigante (fantasmas sempre povoaram o imaginário humano...) e o final absolutamente surpreendente.

Lembra outros filmes, lembra outros diretores, mas o fato de ser um filme americano tradicional de corpo e alma não o desmerece, de forma nenhuma. Há bons filmes americanos tradicionais, de corpo e alma. Vou lhe contar uma coisa. Estava saindo do cinema e encontrei uma velha amiga, inteligentíssima, intelectualíssima, politicamente engajada mas não necessariamente politicamente correta, que me perguntou, com um ar meio sonolento, meio blasé: "Você gostou desssssssse filme? Pois eu dormi mais da metade". Um sorriso complacente e amarelo da minha parte. E silêncio. Bobinha, pensei cá comigo, fazendo gênero e perdendo a oportunidade de igualar-se aos pobres mortais, esses que citei no começo desta carta, que se divertem loucamente com um filme americano tradicional, de corpo e alma.

E que acreditam em fantasmas e têm mil histórias para contar sobre assombrações, e que fazem disso motivo para uma rodada de cerveja e outras histórias de arrepiar, que seguramente serviriam de enredo para cem outros filmes americanos tradicionais, de corpo e alma. Eu discordo de você porque a vida é muito efêmera e, às vezes, vale a pena assistir a um prosaico filme americano tradicional, de corpo e alma, sem nenhuma outra intenção crítica senão divertir-se. Verdade, "causo" de fantasma dá pano pra manga e retalho pra capanga... Viu como funciona? Já deu conversa!

PS: Falando em cinema, eu acho que o filme de João Batista Andrade, "O Tronco", merecia ser escolhido para disputar uma indicação ao Oscar mais que o "Orfeu" do Cacá Diegues. Você viu os dois?

De: Gerbase
Não sei em que discordamos. Eu também gosto de filmes americanos tradicionais de vez em quando. Principalmente quando são competentes, como é o caso. Se levanto algumas possíveis imperfeições, é para suscitar discussão e pensar sobre cinema. Não vi ainda "O Tronco".

De: Fabrício Ferreira
Gostaria de saber sua opinião sobre um ponto particular do roteiro: por quê o roteirista/diretor não explica detalhadamente o motivo que o garoto "vê" os mortos? Seria a maldição que o assassino comenta logo no início do filme? O menino seria paranormal e sua "aura" aparecia em todas as fotos da parede de sua casa? Seria algum outro motivo que eu e minha namorada não percebemos? Ou ele guardou suas cartas para "O Sétimo Sentido"?

De: Gerbase
Não sei explicar porque ele vê os mortos. Mas acho que o filme também não precisa explicar. Ele vê e pronto. O que me incomoda é a "resolução" do seu problema.

De: Felicia
Gostaria de parabenizá-lo pela forma responsável com que emite suas opiniões. Quanto a "O Sexto Sentido", pareceu-me bastante mediano. Achei o ritmo do filme muito lento e acredito que um final interessante não foi suficiente para alçá-lo à categoria de ótimo filme. Apenas bom entretenimento. Aliás, até o final não foi, para mim, tão imprevisível. Concordo com você quando diz que a "solução" dos problemas do garoto não foi completa. Afinal, quem gostaria de passar a vida conversando com gente morta? Quanto ao problema da garota vomitante, creio que ela achou que teria tempo de contar os acontecimentos ao pai mas enganou-se. Quanto ao desempenho de Bruce Willis, sem comentários.

De: Rafael
Bem, acabei de ler sua resenha do filme. Em todas as críticas que você faz você usa de uma total imparcialidade, e hoje eu não sei de que tipo de filme você gosta. Não estou defendendo o "Sexto Sentido", e concordo que "O Suspeito da Rua Arlington" e "Seven" são melhores, mas não tiro o mérito deste filme. É uma história muito bem escrita, que consegue transpor todos os sentimentos de medo que sentimos quando estamos sozinhos, os arrepios na nuca, etc, dentro do contexto que eles queriam, dando à história um tom muito realístico. O final é muito bem bolado e surpreendente, e depois você percebe que ele tem fundamento através do decorrer da história. Bruce Willis não é realmente um ator para este tipo de filme. Ele é mais para "bombas" e "sangue", além de perseguições, mas, dentro do possível, ele desempenhou bem o seu papel. Além disto, o filme tem uma bela fotografia urbana, na cidade de colonização inglesa, Philadelfia. Desta vez, concordo com você, e achei a crítica prudente.

De: Tonia Amaral
Olá! Muita gente que viu "O sexto sentido" precisou do sétimo para entender. Sinal que as mentes estão embotadas pelo medo? Pela avalanche de filmes que não deixam pensar? Ou por burrice mesmo? Concordo que o final salva o filme. Que Bruce é o fim .Mas a presença dele é que leva o público ao cinema. Fazer o que? Aconselhamos a tomar umas aulas de interpretação com o Garoto nota 10. Acho que o filme poderia de fato explorar alguns aspectos da vida dos mortos. Ficaria mais consistente. Mas talvez o grande público achasse psicológico demais. Vale o ingresso.

De: Monica
Primeiramente reconheço que não havia notado que os fenômenos paranormais, psicológicos, ou sobrenaturais (como cada um desejar), realmente foram muito explicadinhos, ou melhor, explicados demais. Não somos, ainda, detentores de todo conhecimento sobre o mecanismo sensitivo cerebral. Mesmo apontado esta "falha" no roteiro, não posso negar que gostei muito do filme. Pode parecer moralista mas gosto que mostrem para o público regras de conduta (não estou obrigando a população a segui-las) no estilo "aqui se faz aqui se paga" ou "o que ficou pendente será resgatado".

Vejo aí uma maneira de mostrar valores que buscam um convívio melhor entre as pessoas. Quanto ao questionamento da menina que morreu e então resolveu mostrar a fita de vídeo onde delatava sua assassina, creio que tenho uma resposta simples que pode parecer boba, mas acredite... não é. Medo. Medo de não ser acreditada, medo de punição. Você deve estar achado minha posição ridícula. Fazer o quê? Mas cada pessoa tem sua visão do mundo e tem a idéia de como o mundo a vê. Dentre estes casos têm as pessoas que têm medo de serem menos amadas, ou taxadas de ridículas e mentirosas caso relatem algo que parece absurdo

De: Umberto Ferreira
Com todo o respeito à sua opinião no artigo sobre "O Sexto Sentido", achei o filme pretensioso, mas em momento algum senti um décimo do medo que me provocaram "O Exorcista" e "O Iluminado", citados na sua crônica. E, para ser completamente sincero, não senti medo algum quando apareciam aquelas figuras tipo "museu de cera". Filme, como bem o sr. escreveu, certinho demais. Realmente não gostei mesmo (não querendo parecer diferente dos outros) talvez porque esperasse coisa bem melhor, por ter lido uma massacrante propaganda a favor. O Bruce Willis, todo mundo sabe, é de doer, mas o menino, na minha modesta opinião, é forte candidato ao Oscar de coadjuvante.

De: Gerbase
A partir daqui, sugiro que os leitores que ainda não viram "O sexto sentido" caiam fora.

De: Renato Doho
Cara, gostei bastante do filme, mas fiquei quebrando a cabeça pra lembrar de um filme ou episódio de seriado que tem o mesmo final! Bom vou contar aqui, quem não viu ainda, não leia! Quando ele percebe que está morto e tudo faz sentido. Já vi isso em algum lugar, e bem feito também. Só que agora não sei se é por estar morto ou alguém falava com outro que não existia, ou estava morto, e no final tudo se esclarecia. Lembro até que queria rever pra ver se tudo batia mesmo, mas não deu. Sabe qual o filme, série? Alguém sabe? O que gostei é que o filme faz com que o público tenha medo durante quase toda projeção, mas depois veja o outro lado e passe a aceitar a morte como um fato da vida. Desmistifica que um morto-vivo seja horrível e pavoroso. E tem umas coisas mínimas legais, como o menino que chama para ver a arma do pai e a cabeça dele arrebentada.

Pode ser politicamente correto, mas acho legal uma mensagem assim simples e não forçada. Na questão da menina: vai saber o que houve! Talvez no dia que fez a gravação tava suspeitando e já acordou no dia seguinte muito ruim e foi piorando sem conseguir falar com o pai. E era a mãe dela, oras, uma criança não acusa a mãe desse jeito, sempre acha uma desculpa para as atitudes. Não existem as várias espancadas por aí que começam a achar que os pais estão certos e elas são castigadas merecidamente? O filme nem tenta explicar por que a mãe fez aquilo e ia fazer com a menor também pelo que se dá a entender.

Se for ver furos acho que dá para se encontrar no personagem do Bruce Willis: como ele não percebe que está morto? Não falou em nenhum momento com a esposa? Acordou no hospital depois do tiro, ou já estava em casa e não perguntou para ninguém o que aconteceu? Como entrou na casa do garoto da primeira vez? Não falou com a mãe? Etc, etc. Claro que, como não sabemos como é o "outro lado", tudo é possível. Ele tem recortes na vida e não percebe, o tempo é outro pra ele, no pós-vida não há muitos questionamentos... Mesmo assim gostei bastante do filme. Sabendo que o final era surpreendente fiquei bem atento e não descobri este final! Só esperava que não fosse uma merda que estragaria tudo, como saber que tudo foi um sonho, o garoto era diabólico e manipulou tudo, a mãe que era diabólica e induzia o garoto durante o sono, tudo era paranóia do garoto, o médico estava fazendo experiências com ele... Ainda bem que foi o final adequado.

Como aquela coisa de se entender e liberar a outra pessoa, tipo "Além Da Eternidade" (Always) que é altruísta, ou invés do egoísmo de Ghost. Ah, escrevendo isso fui lembrando e deu uns flashes na minha cabeça de um episódio do "Amazing Stories" escrito pela irmã do Spielberg, muito legal, de uma garotinha hesitante em sair de casa ou coisa assim, e no final descobrimos que ela estava na "ante sala" da vida, antes do parto. Não é esse o que falava no começo, mas acho que valeu lembrar e descrever aqui.

Sabe o que me pareceu o final do "Sexto Sentido"? Um final à la Agatha Christie! Dá uns flashbacks pra confirmar a teoria e todas as pistas estavam lá na nossa cara e não vimos! Retomo: gosto bastante porque o filme vira algo espiritual, e não somente medo e suspense. E o pior é que não dá pra recomendar o filme falando o final, então tem que falar que é suspense, e um certo público que não gosta deste estilo acaba perdendo um filme que até gostariam por esse lado espiritual! Nisso achei o teaser na tv bem feito, o locutor fala que é muito mais que suspense. Poxa, aquela cena no final no carro e o papo da avó dele... é quase-piegas (o garoto não deixa ficar), mas é muito bom. Queria até levar minha mãe pra ver o filme por causa disso, ela ia se identificar muito, mas como ODEIA suspense...

Só do diretor colocar na tela um roteiro que não foi alterado pela máquina hollywoodiana já é demais! E o garoto é MUITO BOM! MUITO BOM!

De: Luiz Simeao
Quando eu li sobre o final inesperado de "O sexto sentido", comecei a pensar sobre possíveis finais e me lembrei logo de um filme chamado "Haunted" (esqueci o título em português), com Aidan Quinn, que tem um final parecido. Por isso eu era uma das poucas pessoas a não ficar surpreso na sala de cinema. Mas isso não tira o mérito do filme, que tem um clima de suspense que realmente funciona e boas atuações, com especial destaque para o ator Haley Joel Osment. Que atuação impressionante! Faz muito tampo que eu não via nada parecido. Se, há alguns anos, uma menina (Anna Paquin) ganhou um Oscar de atriz coadjuvante, então ele tem o meu voto desde já (se bobear, pra ator principal). E o Bruce Willis tava até razoável.

De: Gerbase É isso aí. Acho que o Luiz respondeu ao Renato. Não vi esse "Haunted", de modo que não posso opinar. Até mais.

O Sexto Sentido (The Sixth Sense, EUA 1999). De M. Night Shyamalan

Carlos Gerbase é jornalista e trabalha na área audiovisual, como roteirista e diretor. Já escreveu duas novelas para o ZAZ (A gente ainda nem começou e "Fausto"). Atualmente finaliza seu terceiro longa-metragem, Tolerância, com Maitê Proença e Roberto Bomtempo.

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