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PRIVATE CONFESSIONS

Private Confessions, o mais recente filme de Ingmar Bergmar, dirigido por Liv Ullmann, fala de assuntos que nos dizem respeito através do tempo. Em busca de entender os seus próprios pais, Bergman recriou-os através de Anna e Henrik.

São cinco conversas que Anna tem com seu mentor espiritual (von Sydow), um padre que a viu crescer e na hora da morte quer saber o que acontece na vida extra-marital de Anna; com o seu amante Thomaz, que estuda teologia e está pecando duplamente - por ter um affair com uma mulher casada e por quebrar a sua promessa de celibato; e o seu marido Henrik com quem ela tem uma relação que deixa muito a desejar tanto no plano emocional quanto no físico.

Não é casual a exclusão de uma conversa com os filhos que nós nunca vemos a face. O filme todo é um auto-retrato de Bergman. Culpa, pecados, religião, relações extra-matrimoniais, desejo, são temas que nos atormentam, e ao fazer uma abordagem que é ao mesmo tempo auto-biográfica e universal, Bergman e Ullmann fazem um filme que nos faz pensar e re-avaliar estes temas nas nossas próprias vidas. E isto faz com que o filme valha a pena.

Mas o ritmo do filme, todo visto através destas conversas, é extremamente lento. A câmera está constantemente na cara triste e lacrimosa dos atores, que nós estamos loucos para nos livrar no final de 125 minutos.

Private Confessions, Suécia, 1996. De Liv Ullmann. Com Pernilla August, Max von Sydow, Samuel Fröler, Anita Björk e outros.

Bárbara Kruchin é artista plástica e aficcionada por cinema. Ela é brasileira, mas mora em Nova York desde 1991, onde cursou a School of Visual Arts.

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