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PRIVATE CONFESSIONS Private Confessions, o mais recente filme de Ingmar Bergmar, dirigido por Liv Ullmann, fala de assuntos que nos dizem respeito através do tempo. Em busca de entender os seus próprios pais, Bergman recriou-os através de Anna e Henrik.
Não é casual a exclusão de uma conversa com os filhos que nós nunca vemos a face. O filme todo é um auto-retrato de Bergman. Culpa, pecados, religião, relações extra-matrimoniais, desejo, são temas que nos atormentam, e ao fazer uma abordagem que é ao mesmo tempo auto-biográfica e universal, Bergman e Ullmann fazem um filme que nos faz pensar e re-avaliar estes temas nas nossas próprias vidas. E isto faz com que o filme valha a pena. Mas o ritmo do filme, todo visto através destas conversas, é extremamente lento. A câmera está constantemente na cara triste e lacrimosa dos atores, que nós estamos loucos para nos livrar no final de 125 minutos. Private Confessions, Suécia, 1996. De Liv Ullmann. Com Pernilla August, Max von Sydow, Samuel Fröler, Anita Björk e outros.
Bárbara
Kruchin é artista
plástica e aficcionada por cinema. Ela é brasileira, mas mora em
Nova York desde 1991, onde cursou a School of Visual Arts.
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