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AUSTIN POWERS - O ESPIÃO "BOND" CAMA

Este e o segundo filme de Austin Powers. Todos dizem que o primeiro é mais engracado que o segundo, e isto é bom, porque este é razoavel, mas nada de rolar no chão de tanto rir. Dessa vez, Austin Powers (Mike Myers) viaja no tempo de volta aos anos 60 sessenta para recuperar o seu "mojo". E o que é "mojo"? É aquele algo mais, aquela coisa inexplicável que faz mulheres se derreterem aos pés de James Bond, de quem o filme tenta tirar um sarro, apesar dos próprios filmes do agente 007 se encarregarem de rir de si mesmos.

O título original (The Spy Who Shagged Me) do filme merece explicação. O verbo "to shag" sinifica transar. Mas só é usado em inglês britânico. Ou devo dizer que só ERA usado em inglês britanico, porque agora o termo viajou através do oceano e atingiu os Estados Unidos. A cena inicial justifica o título. Austin Powers está "shagging" com uma bela loira. Quando ela vai ao banheiro ele descobre que ela não é humana, mas um robô cujos seios são duas metralhadoras que quase acabam com o nosso herói.

A direcao de arte de Austin Powers é boa, com idéias para como se vestir para imitar a moda hippie dos anos sessenta, e um décor psicodélico. A música também não fica atrás. Uma das cenas mais engraçadas é quando o personagem que tenta roubar o "mojo" de Austin Powers canta "Just the Two of Us". O vilão Mr. Evil, o próprio Mike Myers, tem uma réplica de si mesmo que se chama Mini Me. Ele é um anao que morde e imita tudo que Mr. Evil faz. Enquato ele toca e cants "Just the Two of Us", Mini Me dança sobre o piano, em uma cena de rolar de rir.

É engracado notar como o a visão do humor muda em diferentes partes do mundo. O filme foi super badalado em Nova York antes de estrear, mas o povo não gostou muito. Já na Inglaterra as pessoas gostaram do besteirol. Estou curiosa para saber como vai ser a aceitação no Brasil.


Austin Powers - The Spy Who Shagged Me,
EUA, 1999. Direção: Jay Roach.

Bárbara Kruchin é artista plástica e aficcionada por cinema. Ela é brasileira, mas mora em Nova York desde 1991, onde cursou a School of Visual Arts.

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