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Toupeira-dourada "exitinta" desde 1936 ressurge na África do Sul

A toupeira-dourada De Winton (Cryptochloris wintoni) não era vista desde a década de 1930. O animal foi identificado vivo nas praias sul-africanas

29 nov 2023 - 18h52
(atualizado em 30/11/2023 às 05h58)
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A toupeira-dourada De Winton (Cryptochloris wintoni) não era vista desde 1936, e a comunidade científica já estava desesperançosa em relação à sobrevivência da espécie. No entanto, o animal foi avistado na África do Sul, conforme aponta um relato publicado na revista Biodiversity And Conservation na última sexta-feira (24).

Foto: Chiswick Chap/Wikimedia Commons / Canaltech

A toupeira em questão costuma gostar de praias arenosas e matagais áridos, e justamente considerando seus hábitos de ficar sempre na areia, é muito difícil encontrar a espécie. Os pesquisadores que o digam.

Não foi uma tarefa fácil: os autores do estudo pesquisaram 18 quilômetros de dunas por dia, a fim de detectar a toupeira usando o DNA que os animais liberam à medida que se movem pelo ambiente — no caso dos mamíferos, está presente principalmente em células da pele, cabelos e fluidos corporais.

"Extrair DNA do solo tem seus desafios, mas temos aprimorado nossas habilidades e refinado nossas técnicas, e estávamos bastante confiantes de que se a toupeira-dourada estivesse no ambiente, seríamos capazes de detectar descobrindo e sequenciando seu DNA", apontou a equipe, em comunicado.

Depois de 100 amostras de solo, a equipe percebeu que havia toupeiras-douradas vivendo nas dunas ao longo da costa noroeste da África do Sul.

No comunicado, a equipe conta que estava convencida de que seria necessário apenas o método de detecção correto e o momento certo para encontrar a toupeira-dourada De Winton.

Toupeira-dourada-de-De-Winton

A toupeira-dourada De Winton está classificada pela International Union for Conservation of Nature classifica a espécie como "criticamente ameaçada" de extinção. O animal também está na lista de 25 espécies "perdidas mais procuradas", feita pela Re:wild.

Fonte: Biodiversity And Conservation, IFL ScienceEndangered Wildlife Trust

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