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Rússia acusa EUA e Apple de espionarem usuários do iPhone; empresa nega

Governo russo disse que campanha de espionagem realizada pelos EUA com apoio da Apple comprometeu aparelhos de milhares de cidadãos do país

5 jun 2023 - 13h34
(atualizado às 17h13)
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O governo da Rússia acusou a Apple de cooperar com o governo dos Estados Unidos em uma operação de espionagem que teria comprometido milhares de dispositivos de cidadãos do país. Os ataques também teriam acontecido em embaixadas de países aliados à Rússia, assim como contra iPhones e iPads usados em missões diplomáticas realizadas pelo país.

Os detalhes da exploração não são dados na publicação do Ministério das Relações Exteriores da Rússia. O órgão cita apenas os achados do Serviço Federal de Segurança (FSB, na sigla em russo), que aponta o uso de uma vulnerabilidade de software até então desconhecida para o comprometimento dos dispositivos com iOS e iPadOS. Os ataques teriam sido descobertos após a detecção de "anomalias" nos aparelhos.

Por outro lado, o comunicado não poupa ataques aos EUA e à Apple, a quem o governo russo acusa de trabalhar ao lado da NSA (Agência de Segurança Nacional, na sigla em inglês) na espionagem de cidadãos russos. O ministério aponta ainda que a cooperação faz com que a promessa de segurança e proteção de dados feita pela Maçã não seja verdadeira.

A fabricante foi taxativa na resposta. Em comunicado enviado à imprensa, a Apple disse jamais ter trabalhado ao lado de governos para inserir portas de entrada em seus produtos e que isso jamais vai acontecer. O governo dos EUA não se pronunciou sobre o assunto.

Especialistas em segurança foram atingidos por ataques

Foto: Tenorshare / Canaltech

Ainda que a relação entre as duas coisas não tenha sido feita pelo FSB, a imprensa internacional aponta a chamada Operation Triangulation como o assunto da declaração feita pelo governo russo. O esquema de espionagem foi revelado na última semana pelos pesquisadores da empresa de segurança Kaspersky, depois que os próprios descobriram serem alvos de uma exploração atingindo iPhones.

O centro da questão seria o iMessage, a partir do qual mensagens maliciosas se aproveitariam de uma brecha zero-day para comprometer aparelhos sem qualquer interação do usuário. Bastaria receber o texto, que apaga a si mesmo após o ataque, para que cibercriminosos pudessem ter acesso administrativo ao aparelho para furtar dados, coletar arquivos e registrar a localização do usuário.

Ao falar sobre a Operation Triangulation, a Kaspersky também apontou sinais de que este seria um esquema de espionagem governamental, voltado a indivíduos específicos. Apesar da descoberta, a empresa de segurança disse acreditar não ser ela própria o alvo do ataque, que soa como um elemento de guerra política patrocinada por estados-nação, em golpes normalmente voltados a jornalistas, políticos, dissidentes e outros indivíduos de interesse.

Comentando a afirmação do governo da Rússia, a Kaspersky disse não ser capaz de associar a fala aos ataques revelados na última semana, devido à falta de informações técnicas no pronunciamento do FSB. Enquanto isso, a Apple apontou ainda que o relatório revelado pela empresa de segurança aponta uma brecha funcional até a versão 15.7 do iOS, sistema operacional que se encontra atualmente na edição 16.5, podendo ganhar outra ainda nesta segunda-feira (5) durante o evento WWDC, marcado pela fabricante para as 14h do horário de Brasília.

Fonte: Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Cyberscoop

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