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Proteínas projetadas por inteligência artificial foram capazes de matar bactérias; entenda

Cinco proteínas foram adicionadas a uma amostra da bactéria Escherichia coli e duas delas foram capazes de matar a bactéria

27 jan 2023 - 15h38
(atualizado às 15h38)
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Proteínas criadas em laboratório mostraram capacidades impressionantes
Proteínas criadas em laboratório mostraram capacidades impressionantes
Foto: Pexels

Proteínas microbianas projetadas por inteligência artificial (IA) pela startup de biotecnologia Profluent, na Califórnia, foram testadas na vida real e funcionaram. O procedimento poderá ser utilizado para a fabricação de medicamentos. 

A equipe do pesquisador Ali Madani e seus colegas, da startup, usou a tecnologia para criar milhões de novas proteínas e fez uma pequena amostra delas para verificar se funcionavam. A IA, que se chama ProGen, funciona de forma parecida com geradoras de texto: ela aprendeu a gramática de como os aminoácidos se combinam para formar as 280 milhões de proteínas existentes.

Da mesma forma que escolhemos um assunto para a IA de texto abordar, cientistas puderam especificar grupos de proteínas semelhantes. Nesse caso, eles escolheram um grupo de proteínas com atividade antimicrobiana. 

Depois disso, os pesquisadores programaram verificações no processo da ferramenta para que ela não produzisse aminoácidos "sem sentido", e testaram a amostra das moléculas em células reais.

Das 100 moléculas criadas fisicamente, 66 participaram de reações químicas parecidas com as de proteínas naturais que destroem bactérias em claras de ovo e saliva – o que sugeriu que as proteínas artificiais também podem matar bactérias.

Proteínas artificiais que matam bactérias

A capacidade de matar bactérias por parte das proteínas artificiais pode servir para a criação de novos medicamentos
A capacidade de matar bactérias por parte das proteínas artificiais pode servir para a criação de novos medicamentos
Foto: Pexels

As cinco proteínas com reações mais intensas registradas pelo grupo de pesquisa foram adicionadas a uma amostra da bactéria Escherichia coli. O resultado foi que duas delas foram capazes de matar a bactéria do experimento. 

O teste foi fotografado com raios-X, e ainda que as sequências de aminoácidos delas fossem até 30% diferentes de qualquer proteína existente, as formas quase combinavam com as proteínas naturais. James Fraser, da Universidade da Califórnia em São Francisco, disse que não estava claro desde o início que a inteligência artificial poderia descobrir como mudar tanto uma sequência de aminoácidos e ainda fazer isso da forma correta. 

Agora, os pesquisadores esperam que a criação de novas moléculas possa ser usada para o desenvolvimento de medicamentos. No entanto, como ainda serão necessários outros testes em laboratório, isso ainda pode demorar, segundo Madani. 

Fonte: Redação Byte
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