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Preocupações com gastos em IA lançam pessimismo sobre Alphabet e Microsoft

25 abr 2024 - 10h04
(atualizado às 10h43)
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Os investidores parecem estar perdendo a paciência com os amplos investimentos em inteligência artificial das gigantes de tecnologia nesta semana, depois que a Meta sinalizou gastos mais profundos e um longo caminho para a lucratividade.

A revelação da Meta em seu relatório trimestral, na quarta-feira, lançou uma nuvem sobre a Microsoft e a Alphabet, que divulgarão seus lucros trimestrais nesta quinta-feira.

As ações da Meta caíam 15% em negociações pré-mercado após a previsão de maiores gastos com IA no próximo ano, enquanto a Microsoft caía 2%, a Alphabet recuava 3% e a Nvidia tinha queda de 1,4% em reação.

As grandes empresas de tecnologia têm travado uma batalha feroz para avançar a IA generativa, que pode criar textos, vídeos e fotos a partir de instruções e é vista como a próxima fronteira da tecnologia.

Durante a videoconferência de resultados da Meta, os analistas fizeram várias perguntas ao presidente-executivo Mark Zuckerberg sobre como a empresa estava acelerando seus investimentos em IA. Um analista perguntou se a Meta estava gastando mais porque via uma oportunidade ainda maior na IA.

"Acho que nos tornamos mais ambiciosos e otimistas em relação à IA", respondeu Zuckerberg, apontando para os recentes lançamentos de novos modelos de IA pela Meta. "Portanto, tudo isso basicamente me incentiva a garantir que estamos investindo para permanecer na vanguarda do assunto."

A Alphabet e a Microsoft disseram no início deste ano, quando divulgaram os resultados do quarto trimestre, que esperavam um aumento nos custos de IA. A reação dos investidores na quarta-feira indicou preocupações cada vez maiores.

Em uma nota na segunda-feira sobre a Alphabet, os analistas da New Street Research disseram que o potencial para despesas de capital materialmente mais altas é uma preocupação antes dos resultados desta quinta-feira.

O Google tem trabalhado para recuperar o atraso na corrida pela IA generativa e lançou o Gemini, um modelo que pode compreender e criar diferentes tipos de informações, incluindo texto, áudio e vídeo.

A criação de conteúdo com IA generativa consome muita energia, e Zuckerberg citou o custo como um motivo para as despesas mais altas da Meta.

Enquanto isso, a Microsoft tem se posicionado para estar à frente dos concorrentes nos avanços em IA devido à sua parceria com a OpenAI, que deu início à febre da nova tecnologia no ano passado com o ChatGPT, disseram analistas da Jefferies em uma nota em 31 de março.

Em todo o setor, os acionistas agora estão concentrados na busca de receita, incluindo modelos de preços e se os clientes podem encontrar casos de uso que justifiquem o custo da IA generativa, escreveu a Jefferies.

"No ano passado, passamos sonhando com o potencial da IA generativa", escreveram os analistas. "Este ano será para avançar com passos concretos."

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