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ONU: 2023 é o ano mais quente já registrado no planeta

Relatório da ONU revela que as temperaturas médias do planeta estão 1,40 ºC acima dos níveis pré-industriais. Isso fará com que este seja o ano mais quente

30 nov 2023 - 16h01
(atualizado às 19h58)
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Nesta quinta-feira (30), a Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que o ano de 2023 será o mais quente da história recente do planeta, antes mesmo do início de dezembro. No fim de outubro, os termômetros já estavam 1,40 ºC acima da linha de base observada na época pré-industrial (1850-1900), podendo oscilar 0,12 °C para mais ou para menos. Os dados dos últimos meses não devem mudar essa tendência.

Foto: Ojosujono96/Freepik / Canaltech

Segundo o relatório provisório da Organização Meteorológica Mundial (OMN), que é parte da ONU, a temperatura média global próxima à superfície do ano de 2023 já ultrapassou a observada nos dois anos que tinham batido os recordes anteriores — isso considerando os últimos 174 anos do planeta. Em 2016, a média foi de 1,29 ºC. Em 2020, chegou a 1,27 ºC.

Anteriormente, o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, tinha apontado para a mesma probabilidade envolvendo o recorde das temperaturas em 2023.

Aumento das temperaturas

Por trás do recorde na temperatura média de 2023, a questão das mudanças climáticas, relacionados com emissões dos gases do efeito estufa, é uma das principais explicações.

2023 vai entrar para a história como o ano mais quente do planeta, segundo parecer da ONU (Imagem: Gerd Altmann/Pixabay)
2023 vai entrar para a história como o ano mais quente do planeta, segundo parecer da ONU (Imagem: Gerd Altmann/Pixabay)
Foto: Canaltech

Segundo a OMN, as concentrações dos três principais gases do efeito estufa (dióxido de carbono, metano e óxido nitroso) atingiram níveis recordes em 2022. "Dados em tempo real, coletados em locais específicos, mostram que os níveis dos três gases do efeito estufa continuam a aumentar em 2023 [na atmosfera]", acrescenta o relatório.

Em consequência desse cenário, os oceanos estão mais quentes e as geleiras derretem. Por exemplo, as geleiras no oeste da América do Norte e nos Alpes europeus experimentaram um período de "derretimento extremo" este ano. "Na Suíça, os glaciares perderam cerca de 10% do seu volume restante nos últimos dois anos", afirma o relatório.

Nas redes sociais, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirma que, a partir do relatório, é possível perceber que "estamos em sérios apuros".

Início da COP28

Vale destacar que os dados sobre 2023 ser o ano mais quente da história recente foram divulgados no mesmo dia em que começa a Conferência da ONU sobre o Clima (COP28), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O evento reúne representantes de todo o mundo para debater questões envolvendo o clima, como as melhores formas de evitar que a temperatura média do planeta fique abaixo de 2°C e avançar nos esforços para limitar o aumento a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

Fonte: WMO  

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