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Mulher faz transplante de fezes e "pega" depressão do namorado

Paciente fez transplante de fezes do namorado, que tinha depressão. Com o tempo, a mulher norte-americana passou a apresentar sintomas de depressão também

17 mai 2024 - 23h18
(atualizado em 18/5/2024 às 03h09)
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Os médicos já alertaram: não faça seu próprio transplante fecal em casa. No entanto, a escritora Daniell Koepke não ouviu. Em um caso no mínimo curioso, ela começou a fazer transplante de fezes por conta própria, usando o material do namorado. Só que ele tem depressão, e com o tempo, a norte-americana passou a apresentar sintomas depressivos também.

Foto: Stéf-b/Pexels / Canaltech

O transplante de fezes já foi indicado por órgãos de saúde para diferentes finalidades, como tratar bactérias resistentes. Estudos com animais também já mostraram que a prática vai muito além do que imaginamos, chegando até a reverter o envelhecimento cerebral.

Diante desses benefícios, Koepke apostou nesse tipo de transplante para tratar a síndrome do intestino irritável. Nos últimos cinco anos, ela vinha tomando antibióticos, mas sem resultado.

Transplante de fezes

O transplante fecal acontece a partir de uma mistura entre as fezes de um doador saudável com solução salina, que então é inserida no trato gastrointestinal do receptor.

É possível fazer transplante fecal a partir de vários métodos, como enema, cápsulas orais, colonoscopia ou endoscopia.

No começo do tratamento caseiro, Koepke fez pílulas com as fezes doadas por seu irmão. Ela começou a ganhar peso e conseguiu ir ao banheiro com mais frequência, mas como efeito colateral, desenvolveu acne (algo que seu irmão sofria também).

Por isso, ela trocou e decidiu começar a fazer pílulas com as fezes do namorado. A acne passou, mas como ele sofria de depressão, com o tempo ela passou a ter sintomas depressivos também.

O caso de Daniell foi relatado em um documentário da Netflix chamado Hack Hour Health: the secrets of your gut:

A relação entre intestino e saúde mental pode parecer aleatória, mas na verdade não é: um artigo da Nature Communications diz que as bactérias do intestino podem influenciar na depressão.

Existe uma comunicação bidirecional entre o intestino e o cérebro, conhecida como eixo intestino-cérebro, que desempenha um papel crucial na regulação do humor e comportamento.

Síndrome do intestino irritável

A síndrome do intestino irritável (SII) gera sintomas como dor e distensão abdominal, constipação e diarreia. Segundo a Sociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia, a principal causa dos sintomas é uma hipersensibilidade visceral.

O órgão explica que é uma doença benigna e com boa evolução, se abordada adequadamente, e esperta o alerta para sinais como sangramento, perda de peso, desidratação e desnutrição grave.

Mas lembre-se que o transplante de fezes não deve ser feito de maneira caseira, sem o acompanhamento médico. 

Fonte: Business InsiderSociedade Brasileira de Motilidade Digestiva e Neurogastroenterologia

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