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Erupção vulcânica de 7 mil anos é a maior dos nossos tempos

A erupção Kikai-Akahoya já era conhecida, mas agora foi classificada como a maior da Época Holocena (o atual período geológico, que começou há 12 mil anos)

1 mar 2024 - 13h51
(atualizado às 17h03)
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A maior erupção vulcânica já registrada aconteceu há 7,3 mil anos, na ilha japonesa de Kyushu. A chamada erupção Kikai-Akahoya já era conhecida pela comunidade científica, mas um novo estudo publicado no periódico Journal of Volcanology and Geothermal Research revelou esse recorde, consagrando como a maior erupção da época geológica atual.

Foto: Marc Szeglat/Unsplash / Canaltech

O vulcão submarino Kikai teve três erupções dentro de um período de 140 mil anos — a Kikai-Akahoya foi a terceira e última. Até então, a tarefa de determinar o tamanho da erupção e sua verdadeira causa se mostrou um desafio, por causa do difícil acesso ao vulcão.

Para o novo estudo, os cientistas da Universidade de Kobe (Japão) mapearam os detalhes do fundo do mar ao redor do vulcão, o que ajudou a identificar vastos depósitos subaquáticos.

Assim, recolheram esses depósitos do fundo do mar utilizando um robô de perfuração controlado remotamente e recolheram amostras da rocha, identificando uma camada que continha vidro vulcânico distinto.

Através dessa técnica, os pesquisdores isolaram a camada vulcânica da pesquisa sísmica e calcularam o volume total de material que o vulcão produziu.

Maior erupção vulcânica

O cálculo mostrou que a erupção Kikai-Akahoya produziu uma quantidade muito maior de rocha e cinzas debaixo de água do que se pensava anteriormente. A quantidade total de material equivale a mais de 300 quilômetros cúbicos.

A nova estimativa implica que a erupção Kikai-Akahoya é a maior erupção da Época Holocena — período geológico que começou há 12 mil anos e contempla a atualidade.

Vulcão submarino Kikai

O vulcão submarino Kikai é uma grande cratera formada após uma erupção explosiva que esvaziou a câmara magmática abaixo do vulcão. A caldeira tem cerca de 19 quilômetros de diâmetro e uma profundidade de aproximadamente 600 metros.

Desde a erupção Kikai-Akahoya, houve atividade vulcânica menor, incluindo a formação de cones de cinzas submarinos dentro da caldeira. Por causa da localização próxima à costa e de seu histórico de atividade vulcânica, o Kikai é monitorado de perto pelas autoridades japonesas.

Assim como outros vulcões do Japão, representa uma ameaça potencial para a população se houver uma erupção significativa.

Pode haver outra erupção?

Como a  caldeira Kikai-Akahoya ainda possui uma grande câmara de magma embaixo dela, se explodir, poderá produzir outra erupção, mas os cientistas ainda não sabem quão grande seria. Mas os autores do estudo tranquilizam ao afirmar que as probabilidades de erupção vulcânica são pequenas.

Fonte: Journal of Volcanology and Geothermal Research

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