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Eletrônicos

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Futuro da TV será estalar dedos e navegar

3 dez 2010 - 11h16
(atualizado às 12h08)
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Dentro de cinco anos, quando você se acomodar em seu sofá, poderá estalar os dedos para ligar um televisor fino como um papel, que se estende por toda uma parede, e solicitar que acione seu canal de esportes favorito para que assista ao jogo de beisebol do dia em 3D - sem precisar de óculos.

Tela de OLED: próxima geração das TVs ultrafinas e com 3D integrado
Tela de OLED: próxima geração das TVs ultrafinas e com 3D integrado
Foto: Zumo / Divulgação

Esse foi o retrato pintado por importantes executivos questionados sobre o futuro da TV durante a Reuters Global Media Summit, esta semana. Nem todos concordavam quanto a todos os detalhes - alguns, como Philippe Dauman, presidente-executivo da Viacom, alertaram que grandes mudanças poderiam demorar mais que cinco anos, já que as pessoas tendem a ter "uma visão muito otimista sobre a rapidez e a amplitude da adoção de aparelhos."

Mas havia amplo consenso quanto ao fato de que se acomodar na sala para assistir TV não é um hábito a caminho de desaparecer. Os executivos disseram que, pelo contrário, essa experiência só vai se aprofundar e, com sorte, se tornar mais simples. "Não queremos um futuro em que as pessoas precisem de um doutorado para usar seus serviços de mídia", disse Jeffrey Bewkes, presidente-executivo da Time-Warner.

Falando em Paris, Frederic Rose, presidente-executivo da Technicolor, fabricante francesa de decodificadores para TV, disse que dentro de cinco anos sua esperança era a de que a sala de estar exibisse um grande televisor, um controle remoto e um decodificador que permitiria que os telespectadores se conectassem à internet, assistissem TV e buscassem vídeos e filmes.

"Hoje muitas vezes é preciso clicar 12 vezes para encontrar um programa", disse. "Há caixas demais, controles remotos demais e equipamentos demais." Controles remotos frustrantes e confusos são o problema mais mencionado no que tange à experiência televisiva recente - e isso em um momento no qual não se espera que o controle remoto faça muito mais que o básico - ajustar volume, mudar de canal, adiantar um programa ou permitir a leitura de uma lista de programação.

"O controle remoto comum não tem uso em videogames. O controlador de videogames não pode ser usado para ver um filme. Nenhum dos dois serve para buscas. São controles burros," disse Bobby Kotick, presidente-executivo da Activision Blizzard, a produtora de videogame responsável pelo jogo "Call of Duty."

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