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Golfinhos podem detectar campos elétricos

A espécie golfinho-roaz (Tursiops truncatus, também conhecida como golfinho-nariz-de-garrafa) é capaz de detectar campos elétricos com precisão de 90%

1 dez 2023 - 20h40
(atualizado em 2/12/2023 às 15h34)
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Golfinhos podem detectar campos elétricos. A descoberta vem de um estudo publicado na revista científica Journal of Experimental Biology na última quinta-feira (30), após uma análise da espécie golfinho-roaz (Tursiops truncatus, também conhecida como golfinho-nariz-de-garrafa).

Foto: Pixabay/Pexels / Canaltech

Conforme aponta o estudo, os golfinhos podem até usar a habilidade para sentir o campo magnético da Terra. Para isso, os animais usam os poros sensíveis nos seus focinhos, chamados criptas vibrissais. Esses pequenos buracos costumavam conter bigodes juvenis e são extremamente sensíveis.

No estudo, os golfinhos-nariz-de-garrafa foram capazes de usá-los para detectar campos elétricos muito fracos, tão baixos quanto 2,4 e 5,5 microvolts por centímetro. Mas a própria equipe responsável (que faz parte do Jardim Zoológico de Nuremberg) afirma que são necessárias mais pesquisas para descobrir como os animais realmente usam tal sentido na natureza.

Por enquanto, uma das teorias é que os eletrorreceptores desempenham um papel na alimentação dos golfinhos: a detecção poderia permitir que os animais encontrassem pequenas presas escondidas na areia.

Para chegar à descoberta, os pesquisadores treinaram os golfinhos foram treinados para nadar para longe da barra cinco segundos após sentirem um campo elétrico. Se não sentissem nada, deveriam permanecer no mesmo local por pelo menos 12 segundos. Ao longo dos dias de estudo, os pesquisadores reduziram a intensidade do campo elétrico.

Detecção de campos elétricos

Em campos elétricos inferiores a 125 microvolts por centímetro, os golfinhos integrantes do estudo conseguiram detectar os sinais com 90% de precisão. Já no que diz respeito a 5,4 microvolts por segundo, o desempenho caiu para 50%. Os animais ainda detectaram sinais elétricos a 3 microvolts com uma precisão de cerca de 80%, mas seu desempenho a 2 microvolts caiu para 33%.

Para os campos elétricos mais fracos, os cientistas notaram os golfinhos balançando o focinho para frente e para trás, como se procurassem um estímulo elétrico. A teoria é que esses movimentos poderiam melhorar a detecção de presas.

Fonte: Journal of Experimental Biology

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