PUBLICIDADE

4 formas de denunciar assédio no Carnaval pela internet

Não é não: confira algumas formas para denunciar assédio ou tentativas de abuso durante o Carnaval pela internet

9 fev 2024 - 18h55
(atualizado em 10/2/2024 às 14h46)
Compartilhar
Exibir comentários

Infelizmente, o Carnaval ainda não pode ser comemorado com tranquilidade por todos os foliões: existem casos de assédio sexual e abusos contra mulheres durante blocos e outras festas típicas deste período do ano. Se você foi vítima disso ou conhece alguém que passou por essa situação, conheça formas de denunciar o crime para autoridades a partir de linhas diretas de comunicação.

Foto: 489327/Pixabay / Canaltech

Ainda não existe um aplicativo ou ferramenta digital dedicada exclusivamente a esse tipo de denúncia, mas é possível recorrer a delegacias eletrônicas e aos sistemas de atendimento dedicado de apps de transporte e de paquera, por exemplo.

Como denunciar assédio sexual pela internet

Confira as principais maneiras para enviar a denúncia dependendo do contexto da situação:

Assédio em público 

Quando o crime acontece em público, como durante um bloco ou desfile, o ideal é procurar alguma unidade policial mais próxima e reportar a situação — como as celebrações são cheias e movimentadas, é recomendável gravar alguma evidência do caso.

Em festas privadas, o ideal é entrar em contato com organizadores para que a equipe de segurança tome alguma providência contra a pessoa assediadora.

Você ainda pode denunciar usando o telefone pelos seguintes números:

  • 190 (Polícia Militar);
  • 180 (Central de Atendimento à Mulher).

Por fim, existem dois canais de atendimento vinculados ao 180 em WhatsApp e Telegram que também permitem o envio de denúncias de violência contra a mulher:

  • No WhatsApp, você pode adicionar o bot Pagu com o número (61) 9610-0180;
  • No Telegram, procure pelo bot @DireitosHumanosBrasilBot na busca do app.
Bot é usado para denúncias de violência contra a mulher(Imagem: Captura de tela/André Magalhães/Canaltech)
Bot é usado para denúncias de violência contra a mulher(Imagem: Captura de tela/André Magalhães/Canaltech)
Foto: Canaltech

Assédio em apps de transporte

A situação também pode acontecer durante as viagens de apps de transporte, na ida ou na volta dos bloquinhos de Carnaval. Nesses casos, cada plataforma possui recursos internos para envio de denúncias sobre motoristas.

Uber

A Uber possui uma aba dedicada a denúncias de assédio entre as formas de denunciar problemas em viagens, além do recurso para gravar o áudio da corrida. A empresa pede para que a vítima preencha um formulário e oferece uma opção para informar se é necessário obter atendimento médico.

99

A 99 possui uma ferramenta para gravar o áudio de viagens e aceita denúncias em contato com a central de segurança do app. Além disso, a paltaforma oferece informações sobre ajuda psicológica e jurídica sobre o caso.

App da Uber possui opção para denunciar assédio em viagens (Imagem: Captura de tela/André Magalhães/Canaltech)
App da Uber possui opção para denunciar assédio em viagens (Imagem: Captura de tela/André Magalhães/Canaltech)
Foto: Canaltech

Assédio em apps de relacionamento

Aplicativos de paquera também oferecem recursos para denunciar perfis que violem os termos de uso da plataforma. Vale reforçar que o assédio sexual não necessariamente envolve toque físico e também pode ser configurado a partir de outras formas de constrangimento e falas de teor sexual.

Apps como Tinder, Bumble, Happn e outros do segmento sempre alegam prezar por tolerância zero contra tentativas de assédio e incentivam o envio de denúncias.

Assédio em redes sociais

Tentativas de assédio em redes sociais também podem ser denunciadas nas próprias plataformas. Nesse caso, a pessoa tem duas opções: reportar a publicação ou o perfil como um todo — outra opção envolve denunciar crimes virtuais.

Por outro lado, é importante reforçar que essas denúncias são válidas somente aos respectivos apps. Você pode recorrer a uma delegacia online ou realizar um BO Digital para reportar o crime a autoridades policiais.

Trending no Canaltech:

Canaltech
Compartilhar
Publicidade
Publicidade