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Acordo encerrou briga com EUA pela produção dos medicamentos

Quinta, 23 de agosto de 2001, 21h20

· Política antiaids
· Quebra de patentes
· Tudo sobre a doença

Marcela Mourão/Redação Terra

Em junho deste ano, durante a conferência mundial para debater estratégias de combate à aids, na Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, os governos do Brasil e dos Estados Unidos anunciaram acordo sobre patentes de medicamentos.

Até então, os Estados Unidos questionavam a Lei de Patentes e o ponto da Lei de Propriedade Industrial que permite o licenciamento compulsório de patente e a produção de medicamentos em território nacional. Com isso, o Brasil não poderia produzir os remédios anti-retrovirais.

Pelo acordo, o governo norte-americano retirou a queixa apresentada à Organização Mundial de Comércio (OMC) contra o Brasil, e este comprometeu-se a notificar os Estados Unidos antes de conceder licenças compulsórias para a produção de medicamentos patenteados por empresas norte-americanas.

O argumento do Brasil para a quebra de patentes é o elevado custo dos medicamentos, distribuidos gratuitamente para os pacientes. Hoje, os laboratórios nacionais produzem sete dos doze medicamentos que integram o coquetel utilizado no tratamento de doentes de aids.

De acordo com o departamento de DSTs/aids do Ministério da Saúde, se não houver uma redução significativa dos preços praticados nos remédios contra a aids, o governo brasileiro deverá "quebrar" a patente de um ou mais medicamento protegido para garantir a continuidade do programa.

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