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Quércia lança pré-candidatura de Itamar durante protesto em SP

Quinta, 26 de abril de 2001, 20h19
Atualizado às 21h08

Renata Noschesi/Redação Terra

Alexandre Tahira/Terra
Itamar: protesto contra privatização da Cesp vira campanha à presidência

O ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, lançou esta noite a candidatura do governador de Minas Gerais, Itamar Franco, às convenções do PMDB que escolherão o candidato do partido à presidência da República. "O PMDB tem condições de eleger o próximo presidente e eu tenho a certeza que se o governador Itamar aceitar concorrer, ele será nosso próximo presidente". Quércia ainda pediu o rompimento do partido com o governo Fernando Henrique.

Os dois políticos participaram hoje de um protesto contra a privatização de empresas energéticas, na Assembléia Legislativa de São Paulo. Além dos políticos, estavam presentes representantes de sindicatos e organizações do setor elétrico. O clima de campanha política dominou a manifestação. Estudantes secundaristas e sindicalistas cantavam jingles contra FHC e a favor das candidaturas de Itamar à presidência e de Quércia ao governo de São Paulo.

Alexandre Tahira/Terra
Quércia lança pré-candidatura de Itamar e declara oposição a FHC
Itamar anunciou que entrará com uma ação de inconstitucionalidade contra a licitação da geradora Cesp-Paraná e defendeu que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) continue como estatal. O governador ainda culpou o governo federal pela crise energética no País. "Não é um problema da chuva, não se investiu no setor de energia", afirmou, sobre a ameaça de racionamento.

Cerca de 150 pessoas, ligadas a mais de dez sindicatos e federações do setor energético, além de partidos políticos, participaram do evento. Entre as organizações presentes, estavam o PC do B, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGT), Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, que organizou o evento, e Sindicato do Setor Energético de São Paulo, ligado à Confederação Única dos Trabalhadores (CUT).

Os manifestantes alegaram que a privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) coloca em risco o fornecimento de eletricidade e que a nova empresa não terá obrigações de fazer investimentos para acompanhar o crescimento de consumo. Eles também acusaram o governo de estar colocando o "patrimônio público à venda por um terço do valor de mercado". O leilão da Cesp está previsto para 16 de maio, com preço mínimo de R$ 1,739 bilhão.

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