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Revista no presídio de Marília encontra até pés de maconha

Terça, 20 de fevereiro de 2001, 07h27
Dezesseis telefones celulares, recarregadores de bateria e dois pés de maconhas plantados na área ocupada por detentos em regime semi-aberto foram encontrados no presídio de Marília, no interior de São Paulo, durante a revista após a rebelião deflagrada na tarde de domingo. No total, foram registradas 16 mortes ao final do motim em 29 presídios e delegacias paulistas. Uma menina de quatro anos permanece internada na Santa Casa de Misericórdia, ferida por estilhaços de bomba.

Na Casa de Detenção do Carandiru, na capital paulista, as revistas iniciais já recolheram dezenas de celulares e 260 armas brancas, como facas e estiletes. A revista no Carandiru, conforme o Bom Dia Brasil, deverá ser retomada esta manhã.

As rebeliões em São Paulo foram organizadas pela organização criminosa PCC, que lidera os detentos em todo o Estado. Estima-se que pelo menos 12 mil presos integram a PCC.

São Paulo tem 73 presídios, com 60 mil presos. Por mês o Estado gasta R$ 730 com cada preso.

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Redação Terra

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