Atualizada às 16h26
O técnico do Flamengo e ex-técnico da seleção brasileira Mário Jorge Lobo Zagallo faz um depoimento tenso na CPI da Nike, da Câmara dos Deputados. Logo no início, ele discutiu com o presidente da CPI, Aldo Rebelo (PC do B-SP). Há pouco, teve o som do microfone cortado numa discussão com Eduardo Campos (PSB-PE). No início do depoimento, após ler uma reportagem de que teria tentado atrapalhar a criação da CPI, Zagallo cobrou de Rebelo se a informação era verdadeira.
"O senhor foi convidado como depoente e não como inquiridor", rebateu o deputado.
Depois que Zagallo terminou sua apresentação, o deputado disse que Zagallo enviou uma carta, afirmando que a Nike não influenciava a escalação da seleção brasileira.
"Eu não escrevi nada", gritou Zagallo.
A discussão envolvia uma carta enviada no ano passado pela CBF à Câmara dos Deputados, subscrita por Zagallo e pelo também ex-técnico da seleção Wanderley Luxemburgo, que nega a ingerência da Nike nas eacalações. Os deputados qüestionam o treinador também se havia interferência de dirigentes da CBF na escolha dos jogadores.
O treinador foi convidado pelos parlamentares para prestar esclarecimentos sobre a participação da empresa de material esportivo Nike na escalação do jogador Ronaldinho na final da Copa do Mundo da França, em 1998.
Entenda as CPIs que investigam o futebol