Para Hamilton, existe uma margem muito estreita entre explorar todo o potencial da Ferrari e ultrapassar o limite de aderência, especialmente em uma pista na qual a evolução das condições do asfalto exige ajustes constantes de pilotagem.
O britânico acredita que encontrou esse equilíbrio nas primeiras fases da classificação, mas reconheceu que pode ter reagido de maneira inadequada ao aumento da aderência da pista.
“Existe uma linha muito tênue com o nosso carro entre estar além do limite e abaixo dele. Encontrar esse ponto ideal é muito, muito difícil. Acho que consegui isso nas duas primeiras fases, mas você precisa considerar a evolução da pista e o aumento da aderência. É necessário reagir a isso. Olhando agora, talvez eu não devesse ter feito isso”, avaliou.
Apesar da frustração com o Q3, Hamilton ressaltou que o desempenho apresentado anteriormente indica que a Ferrari tem potencial para competir na corrida. O desafio será transformar essa velocidade em um resultado concreto em um circuito conhecido pelas dificuldades de ultrapassagem.
Ainda assim, o piloto vê a presença de dois carros da Ferrari entre os primeiros colocados como uma oportunidade estratégica para pressionar Verstappen durante a prova.
“A Red Bull fez um trabalho fantástico. Eles fizeram um ótimo trabalho com o motor, mas também com o carro. É uma grande equipe, e acredito que trouxeram uma atualização em Baku que realmente os colocou na frente”, comentou.
Hamilton acredita que uma atuação coordenada com seu companheiro de equipe pode ser fundamental para tentar impedir que Verstappen controle a corrida sem pressão. Como ultrapassar em Singapura costuma ser complicado, a estratégia e o trabalho coletivo podem ganhar importância ao longo da prova.
“É um bom resultado para nós ter as duas Ferraris lá na frente. Podemos, com certeza, trabalhar como equipe amanhã para tentar segurar Max e colocá-lo sob pressão. Acho que essa é a única maneira. Tenho certeza de que ele será rápido, mas, juntos, quem sabe possamos ficar à frente dele”, concluiu.
Para desafiar Verstappen, a equipe italiana precisará aproveitar suas posições de largada, executar uma estratégia eficiente e explorar a vantagem de contar com dois carros na disputa pelas primeiras posições.