No naufrágio do submarino nuclear russo Kursk, no dia 12 de agosto de 2000, seus 118 tripulantes morreram. O desastre no mar de Barents paralisou o mundo, que por alguns dias teve a esperança de que os jovens militares pudessem ser salvos. Mas isto não aconteceu e rapidamente a discussão se voltou para a busca de explicações.
A explosão que causou o acidente matou imediatamente vários marinheiros, outros tantos padeceram por algumas horas até que o compartimento que estavam fosse inundado. O comandante da Frota Norte russa, Vyacheslav Popov, revelou em uma entrevista ao jornal Nezavisimaya Gazeta que a Rússia captou um sinal de SOS vindo de um submarino estrangeiro no momento em que o Kursk se acidentou.
Cartas encontradas junto aos corpos de dois marinheiros levam a creer que pelo menos 23 tripulantes sobreviveram a primeira explosão que atingiu a embarcação e viveram por, no máximo, 24h. Eles morreram de forma lenta, afogados ou asfixiados. A informação foi divulgada no dia 26 de outubro, um dia depois do resgate dos primeiros corpos. A busca revelou que um grupo de marinheiros se refugiou na popa - o compartimento nove. O governo russo acredita que os tripulantes devem ter tentado, durante uma hora, apagar o incêndio que queimava o submarino, pois os primeiros corpos resgatados estavam parcialmente carbonizados.