Nunca a natureza foi tão presente em uma edição da Casa Cor. Seja na vista para a reserva florestal de Mata Atlântica, nas interferências de ambientes internos ou nos 8 mil m² de paisagismo, área de criação para 11 profissionais do ramo. Surgiram temas criativos, históricos, orientais e até sociais. A novidade é que até a tecnologia entra na história, como aliada do bem-estar.
Pelas mãos de Ana Luiza Rothier, o Jardim da Recepção é inspirado no trabalho do mestre Burle Marx, com grandes árvores e vegetação tropical. A paisagista leva também para a Casa Cor deste ano um projeto inédito que envolve a causa social. Ela assina o Jardim da Cruzada do Menor junto com aprendizes de jardinagem da ONG de mesmo nome. Os rapazes com idades entre 15 e 17 anos são do bairro de Del Castilho e aprenderam as técnicas no curso Plantando o Amanhã. A paz foi o ponto de partida para Clarice Perrone criar o jardim de acesso ao loft. A proposta foi relaxar no meio da vegetação em sofás e poltronas de concreto e ainda curtir o som ambiente.
Eduardo Lins projetou o jardim da encosta, onde o visitante é convidado a um trekking com conforto. A sugestão é uma caminhada ecológica num jardim selvagem. O toque fica por conta da iluminação em fibra ótica, assinada por Maneco Quinderé.
Emília Cardoso e Marisa Lima fizeram o Jardim dos Hóspedes, já apelidado de Jardim Secreto, porque fica no subsolo da Casa 1, em frente ao quarto dos hóspedes. Nele, princípios do feng shui são explorados da melhor forma, como um espelho d'água com carpas coloridas.
Cecília Monarcha criou o jardim da casa principal, imprimindo cores e usando plantas tropicais. São palmeiras, azaléias, buganvílias e jasmins convivendo com um chafariz-escultura.
Maritza de Orleans Bragança foi buscar inspiração nas origens de seu sobrenome. Em um ato histórico e de vanguarda, Dom Pedro II, em 1881, decretou o reflorestamento do que chamamos hoje de Floresta da Tijuca, por causa do plantio desenfreado de pés de café na região. Por isso, o Jardim da Praça ficou dividido em duas partes: uma com características áridas e outra, marcada pela vegetação.
Um lounge paisagístico é a definição dada por Paulo Antonini para o seu Jardim da Saída. Lá, a atmosfera oriental é representada por Bali e tem no deus Ganesha um ícone da decoração.
O Jardim da Reserva ficou nas mãos de Sandra Khalil, que batizou o espaço de Portais Verdes. Ali o visitante passa por cinco planos de diferentes espécies, que criam uma cerca viva.
Já a Promenade de Sonia e Daniela Infante é inspirada na brasilidade e no surrealismo. Uma fonte jorra água através de garrafas pet, articuladas e iluminadas com cores.