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Após críticas, Airbnb desiste de evento na Muralha da China

A agência do governo chinês responsável por cuidar do local disse que não sabia do evento

8 ago 2018
12h14
atualizado às 12h51
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A Airbnb, empresa que promove o compartilhamento de imóveis, desistiu de fazer um evento na Muralha da China após críticas na imprensa local e bater de frente com a burocracia do governo chinês para a liberação do local. A empresa ia levar quatro pessoas e um acompanhante para passar uma noite em uma das torres de guarda do monumento histórico.

Airbnb selecionaria hóspedes para pernoite na Muralha da China
Airbnb selecionaria hóspedes para pernoite na Muralha da China
Foto: Guang Niu / Getty Images

O anúncio do evento não foi bem recebido pelos chineses, que afirmaram que a empresa estava profanando o local ao realizar um evento de caráter estritamente mercadológico e sem levar em conta a cultura local. "A Muralha da China é uma relíquia histórica sob proteção, como eles podem ter deixado ela se tornar um hotel comum?", reclamou um usuário na rede social Weibo, segundo o jornal South China Morning Post.

Após as críticas, a comissão de cultura do distrito de Yanqing, que cuida da zona turística da Muralha, divulgou nota afirmando que não estava sabendo do evento e que não deu autorização para ele acontecer. De acordo com o Diário do Povo, o jornal oficial do governo chinês, a comissão não apoia atividades que não ajudem a conservar a herança cultural da China.

A Airbnb lamentou a proibição do governo chinês e disse que tinha obtido autorização para realizar o evento, mas que aceitaria a decisão. "Nós tomamos a decisão de não realizar esse evento e vamos focar em outras experiências e iniciativas que mostrem a China como destino turístico", disse a empresa em nota obtida pelo site Mashable.

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Estadão

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