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Segunda vacina russa contra covid está em testes clínicos

Os próximos voluntários nos testes realizados pelo instituto Vector, localizado na Sibéria, receberão a injeção em 30 de julho

28 jul 2020
16h44
atualizado às 16h55
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O instituto estatal russo de virologia Vector iniciou testes clínicos - feito em humanos - de sua segunda candidata a vacina contra o novo coronavírus na segunda-feira, 27, segundo a agência de notícias do país RIA. Nessa fase, cinco voluntários receberam o imunizante.

Mulher segura frasco rotulado como de vacina contra Covid-19 em foto de ilustração
10/04/2020 REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Mulher segura frasco rotulado como de vacina contra Covid-19 em foto de ilustração 10/04/2020 REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Foto: Reuters

Os próximos voluntários nos testes realizados pelo Vector, localizado na Sibéria, receberão a injeção em 30 de julho, de acordo com o órgão regulador de consumo da Rússia, o Rospotrebnadzor.

Um registro do governo do país de todos os testes clínicos de imunização contra o vírus aponta que o instituto, que é supervisionado pelo Rospotrebnadzor, está testando uma vacina de peptídeo usando uma plataforma desenvolvida, inicialmente, para estudos referentes ao ebola. Ainda segundo o registro, é esperado que o teste seja escalado para até 100 voluntários, com idades entre 18 e 60 anos.

Vector está trabalhando com seis potenciais vacinas contra covid-19 diferentes, aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um outro laboratório de pesquisa estatal localizado em Moscou, o Instituto Gamaleya, completou os primeiros testes em humanos de uma vacina baseada no adenovírus no início de julho e espera iniciar os estudos em larga escala em agosto.

Mais de 100 possíveis vacinas estão sendo desenvolvidas ao redor do mundo para tentar parar a pandemia do coronavírus. Pelo menos quatro estão na fase 3 de testes clínicos, segundo a OMS, incluindo três em desenvolvimento pela China e outra pelo Reino Unido.

Abaixo, entenda as fases de desenvolvimento de uma vacina:

  • Fase exploratória ou laboratorial: Fase inicial ainda restrita aos laboratórios. Momento em que são avaliadas dezenas e até centenas de moléculas para se definir a melhor composição da vacina.
  • Fase pré-clínica ou não clínica: Após a definição dos melhores componentes para a vacina, são realizados testes em animais para comprovação dos dados obtidos em experimentações in vitro.
  • Fase clínica: É a testagem do produto em seres humanos. Esta fase do processo se divide em três:
  • Fase 1 - a primeira etapa tem por objetivo principal testar a segurança do produto. São testados poucos voluntários, de 20 a 80, geralmente adultos saudáveis.
  • Fase 2 - a segunda etapa da testagem em seres humanos analisa mais detalhadamente a segurança do novo produto e também sua eficácia. Em geral, é usado um grupo um pouco maior, que pode chegar a centenas de pessoas.
  • Fase 3 - na última etapa o objetivo é testar a segurança e eficácia do produto especificamente no público-alvo a que se destina. Nesta etapa, o número de participantes pode chegar a milhares. Mesmo depois da aprovação, nova vacina continua sendo monitorada, em busca de eventuais reações adversas. /Com Reuters

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