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Mau hálito: 5 dicas para evitar e ficar bem na fita

De acordo com a Associação Brasileira de Pesquisas dos Odores Bucais, aproximadamente 40% dos brasileiros sofrem com a halitose

29 jun 2022 - 10h00
Mau hálito causa prejuízos sociais
Mau hálito causa prejuízos sociais
Foto: Pexels

Há muitas maneiras de se desenvolver mau hálito, mas é consenso que, em todos os casos, o cheiro ruim na boca causa desconforto tanto em quem convive com a condição quanto em quem precisa lidar com pessoas com halitose. 

Quem sofre com o mau hálito ou morre de medo de ter esse problema deve manter uma higienização bucal correta e frequente, além de visitar o dentista pelo menos duas vezes por ano. Mas será que não há mais que possa ser feito ou mudado para evitar esse mal?

De acordo com a Associação Brasileira de Pesquisas dos Odores Bucais, aproximadamente 40% dos brasileiros sofrem com a halitose. A boa notícia é que é possível evitar esse mal adotando algumas mudanças de hábito. Veja algumas dicas:

Cuidado com a saburra
A saburra lingual (camada esbranquiçada que se fixa no fundo da língua) é uma das principais causas do mau hálito e, por isso, deve ser combatida. Não basta fazer uma escovação usando somente a escova de dente e o fio dental - os raspadores linguais devem ser usados diariamente, pois eliminam as bactérias que causam o mau hálito e retiram os restos de comida que ficam depositados no fundo da língua.

Fique longe das drogas
Drogas como a maconha ou a cocaína atuam no sistema nervoso diminuindo a ação do neurotransmissor que é responsável pelas secreções, entre elas, as glândulas salivares. Isso explica a “boca seca” após o uso dessas drogas. A boca seca permite que o ambiente bucal se torne mais agradável para as bactérias que produzem os compostos mal cheirosos e ainda causa a descamação da mucosa, contribuindo para a formação da saburra lingual.

Não durma de boca aberta
Dormir de boca aberta causa um grande ressecamento da boca, facilitando sua descamação. Para combater esse problema, lubrifique a mucosa bucal e a língua com lubrificantes próprios ou, na pior das hipóteses, até mesmo com manteiga antes de se deitar.

Fique atento aos sintomas de estresse
Com o aumento e a permanência de um nível alto de estresse na vida das pessoas, as glândulas suprarrenais (que regulam o metabolismo da água e as reações do corpo humano ao estresse) liberam em grande quantidade hormônios como o da adrenalina e o cortisol, que deveriam ser produzidos apenas esporadicamente. Essa produção contínua provoca a inibição do funcionamento das glândulas salivares e a saliva passa a se apresentar em menor volume e com uma quantidade deficiente, ou seja, viscosa e pegajosa. Assim, sem nosso ‘detergente bucal’ em sua melhor forma, acumulamos mais quantidade de saburra lingual.

Atenção a certos medicamentos
Remédios como o Roacutan, usado no combate a acnes agressivas, feito à base de isotretinoína, resseca a pele, lábios e mucosa (do nariz e da boca), alterando o fluxo salivar e facilitando a descamação da parte interna da boca. Com a quantidade de saliva reduzida e essa descamação (em que os resíduos acabam sendo depositados no fundo da língua) o ambiente fica propício para formação da saburra lingual. O uso prolongado desse remédio (que normalmente acontece) causa uma halitose bastante perceptível.

Fonte: FF Este conteúdo é de propriedade intelectual do Terra e fica proibido o uso sem prévia autorização. Todos os direitos reservados.
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