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Obesidade pode provocar 13 tipos diferentes de câncer; saiba como evitar

Estudo aponta o excesso de gordura corporal como fator importante para o desenvolvimento de tumores

18 out 2021 15h06
| atualizado às 15h35
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Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A obesidade é um dos maiores problemas de saúde do mundo. E no Brasil não é diferente. De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais da metade dos brasileiros estão acima do peso. Sendo que, aproximadamente, 25% da população já se encontra em estado de obesidade.

Porém, a tendência é que o confinamento imposto pela pandemia de Covid-19 tenha piorado esse panorama. Com as pessoas mais tempo em casa, sem a realização de atividades físicas, as chances de comer mais e gastar menos calorias costumam ser altas. E é aí que ocorre o acúmulo de peso.

"Esse acúmulo é causado quase sempre pelo sedentarismo e pelo consumo excessivo de alimentos com alto valor calórico, superior ao usado pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades diárias", revela a nutricionista Francyne Silva Fernandez.

No entanto, essa é uma condição que pode favorecer o desenvolvimento de outras doenças e, inclusive, levar o paciente à morte. Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em conjunto com a Universidade de Harvard e com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), indicou que a obesidade pode provocar 13 tipos diferentes de câncer. São eles:

  • - Mama na pós-menopausa;
  • - Cólon e reto;
  • - Útero;
  • - Vesícula biliar;
  • - Rim;
  • - Fígado;
  • - Ovário;
  • - Próstata;
  • - Mieloma múltiplo (células plasmáticas da medula óssea);
  • - Esôfago;
  • - Pâncreas;
  • - Estômago;
  • - Tireoide.

"Além dos problemas físicos, a obesidade ainda pode afetar a saúde emocional e psicológica, já que pessoas obesas podem desenvolver a baixa autoestima, que leva à depressão", completa a nutricionista.

Prevenção e tratamento contra a obesidade

Para evitar que o excesso de gordura corporal se torne obesidade e favoreça o aparecimento de todas essas doenças, o mais indicado é apostar no estilo de vida. Ter em mente que a ingestão de alimentos saudáveis, naturais e nutritivos pode ser uma importante fonte de saúde. Sem falar na realização de atividades físicas regulares que, além de promover a queima calórica, ainda melhora o condicionamento cardiorrespiratório e libera substâncias benéficas para o organismo.

O problema é que, nem sempre, a obesidade é provocada "apenas" por hábitos ruins. A condição pode ter causas genéticas e mentais também. Por isso, a qualquer sinal de ganho excessivo de peso, o melhor a se fazer é procurar ajuda especializada. Apostar em soluções teoricamente rápidas, como a automedicação, por exemplo, costuma ser um erro grave.

"O uso desses remédios, inclusive, não deve ser feito por conta própria ou de maneira indiscriminada, pois pode acarretar outros problemas de saúde. O mesmo vale para as dietas. Regimes milagrosos, que prometem a perda de peso da noite para o dia, não existem. O essencial é sempre buscar um profissional, de preferência um endocrinologista e um nutricionista" finaliza Francyne.

Fonte: Francyne Silva Fernandez, nutricionista que atende na Unidade Básica de Saúde Jardim Caiçara, gerenciada pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim".

Saúde em Dia
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