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Governadores devem se reunir com Maia e Alcolumbre para falar sobre vacina contra covid-19

Gestores estão apreensivos após polêmicas que envolvem o futuro imunizante; presidente da Câmara defendeu esta semana não deixar espaço para que o Supremo decida o tema

28 out 2020
20h05
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BRASÍLIA - Apreensivos com o imbróglio envolvendo o desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 no País, governadores vão se reunir com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), na próxima semana, para tratar do assunto.

Na terça-feira, 27, Maia afirmou que não se pode deixar espaço para que o Supremo Tribunal Federal (STF) decida sobre questões ligadas à vacina contra o coronavírus. Embora ainda não haja um imunizante com eficiência cientificamente comprovada contra a doença, o debate já tem motivado ações judiciais. Para o presidente da Câmara, o Congresso e o poder Executivo devem tomar a dianteira nessa discussão sobre a obrigatoriedade da vacina.

"Não devemos deixar um espaço aberto, esse vácuo, para que, mais uma vez, o Supremo decida e que tanto o Executivo quanto o Legislativo fiquem reclamando de algum ativismo do Poder Judiciário", afirmou Maia. "Executivo e Legislativo precisam encontrar um caminho".

Governadores e secretários de Saúde do País já chegaram a cogitar a possibilidade de se unir em um consórcio para financiar e distribuir a Coronavac. Ainda nesta quarta-feira, 28, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a importação de insumos para a vacina chinesa. A ideia desse consórcio ganhou força diante da possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro ignorar a vacina contra a covid-19, hoje em desenvolvimento pelo laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan, por causa de disputas políticas com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

"Nós teremos uma reunião, todos nós, governadores, se não me engano no dia 3 de novembro, aqui em Brasília, com o presidente da Câmara e do Senado", disse nesta quarta-feira, 28, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), ao falar sobre a necessidade de encontrar uma solução para o assunto. Há expectativas de que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, também participe da conversa, mas sua presença não está confirmada. Pazuello contraiu o coronavírus e ainda está em tratamento. / Colaborou Emilly Behnke

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