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Covid-19: Entidades médicas repudiam 'tratamento precoce'

Sociedade Brasileira de Infectologia e Associação Médica Brasileira afirmam que 'desinformação' piora a 'devastadora situação da pandemia'

20 jan 2021
05h10
atualizado às 08h19
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A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Associação Médica Brasileira (ABM) emitiram nota conjunta nesta terça-feira, 19, para rechaçar a existência de um "tratamento precoce" contra o coronavírus. No texto, as entidades também afirmam que "a desinformação dos negacionistas" piora a "devastadora situação da pandemia em nosso País".

Embalagem com compromidos de cloroquina em hospital de Porto Alegre
26/5/2020
REUTERS/Diego Vara
Embalagem com compromidos de cloroquina em hospital de Porto Alegre 26/5/2020 REUTERS/Diego Vara
Foto: Reuters

"As melhores evidências científicas demonstram que nenhuma medicação tem eficácia na prevenção ou no 'tratamento precoce' para a covid-19 até o presente momento", diz a nota. O texto também afirma que o posicionamento é seguido pelas principais sociedades médicas e organismos nacionais e internacionais de saúde pública, incluindo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O suposto "tratamento precoce" é a defesa, sem embasamento científico, feita pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Eles alegam, sem provas, que o uso de medicamentos como a cloroquina, a hidroxicloroquina e a ivermectina seriam eficazes na prevenção da covid-19. Nesta semana, porém, Pazuello negou ter indicado esses tratamentos. Neste mês, o ministério lançou um aplicativo que incentiva a prescrição desses medicamentos contra o novo coronavírus.

Na nota, a SBI e a ABM também recomendam o uso de máscara e distanciamento social para evitar o contágio do coronavírus e reforçam que as vacinas têm o potencial de evitar quadros graves da doença. "Hoje, os brasileiros representam 10% dos óbitos por covid-19 no mundo. Precisamos mudar esta triste realidade. A caminhada de controle da pandemia ainda será longa."

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Estadão
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