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Entenda a polêmica envolvendo o uso de agrotóxicos

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu a reavaliação toxicológica do glifosato, o agrotóxico mais usado do Brasil

25 mar 2019
07h02
atualizado às 12h45
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu a reavaliação toxicológica do glifosato, o agrotóxico mais usado do Brasil e no mundo. O parecer da área técnica é que seu uso pode continuar sendo permitido no País, já que não causa prejuízos à saúde.

As principais preocupações quanto aos perigos dos agrotóxicos, de acordo com a entidade, são os trabalhadores da lavoura
As principais preocupações quanto aos perigos dos agrotóxicos, de acordo com a entidade, são os trabalhadores da lavoura
Foto: iStock

Para se ter uma ideia, o glifosato é o principal ingrediente ativo de diversos herbicidas usados em plantações e jardins. São 110 agrotóxicos com a substância comercializados no Brasil, produzidos por 29 empresas diferentes, segundo a agência.

Controvérsia

No entanto, a polêmica persiste sobre o uso dos agrotóxicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de mil tipos de inseticidas e herbicidas que são usados em todo o mundo para garantir que safras não sejam prejudicadas pela ação de pragas. O problema é que a exposição a alguns agrotóxicos pode causar danos muitas vezes irreversíveis à nossa saúde.

Riscos

A Organização Mundial da Saúde diz que a população em geral é exposta a níveis muito baixos de resíduos de agrotóxico em alguns alimentos e na água, de modo que o consumidor final não está sob risco elevado de envenenamento e nem tem chances elevadas de desenvolver algum problema de saúde; embora a probabilidade exista, a depender muito do nível de exposição.

As principais preocupações quanto aos perigos dos agrotóxicos, de acordo com a entidade, são os trabalhadores da lavoura que aplicam os inseticidas e outras pessoas que têm contato com os produtos logo depois que eles são aplicados.

Dica

Alimentos orgânicos que possuem um selo de certificação ou dentro de uma embalagem específica e frutas e hortaliças da época ou da sua região são opções mais seguras e, em tese, livres de defensivos químicos, ou pelo menos de quantidades muito alta deles.

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Estadão
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