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E agora?

No caso de um alerta, só teremos remédios para alguns dias. Quem cometeu esse erro gigantesco?

28 fev 2020
05h10
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Esse coronavírus é astuto. Assim que os serviços de saúde europeus acabaram de distribuir seus conselhos ao público, esses conselhos ficaram obsoletos ou desnecessários. Ainda anteontem, fomos informados de que tínhamos de "confinar" uma cidade inteira, uma população inteira. 

E já hoje de manhã, estamos sabendo, esses conselhos estão desatualizados. Pôr em "quarentena" milhões de indivíduos é um absurdo. É estúpido bloquear as populações portadoras do vírus no país contaminado. Ao contrário, é necessário abrir as fronteiras para que o vírus possa sair, viajar, pouco a pouco perder o entusiasmo e morrer.

Também nos disseram que todas as precauções foram tomadas. A França, especialmente, que sempre se sai melhor do que todo mundo, estava blindada. Construiu ao seu redor cercas de arame farpado e muros invisíveis, batalhões, tropas de policiais e pílulas capazes de destruir bilhões de vírus.

Bom, esta manhã nos dizem o contrário: nossos estoques de medicamentos são minúsculos. Portanto, no caso de um ataque, não teremos pílulas, drágeas, cápsulas ou médicos suficientes para derrotar o coronavírus.

No caso de um alerta, só teremos remédios para alguns dias. Quem cometeu esse erro gigantesco? Aqui está a verdade: todos os grandes laboratórios mundiais se transferiram para a China, onde a mão de obra ganha muito mal, o que permite, por um efeito de vasos comunicantes, que os donos dos laboratórios ganhem muito bem.

E agora? Basta pedir a todos os laboratórios chineses que nos enviem mais carregamentos de remédios. Simples assim. 

Mas a China, por causa desse coronavírus, paralisou quase todas as linhas aéreas que a servem. Não poderá enviar novos estoques de medicamentos. Então, de quem é a culpa? "A culpa da globalização, claro!" / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

*É CORRESPONDENTE EM PARIS

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Estadão
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