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Doria diz que Butantan entregará doses da CoronaVac ao Ministério 'imediatamente' após aval da Anvisa

Governo Bolsonaro requisitou vacinas após problemas com plano de trazer imunizantes da Índia

17 jan 2021
14h56
atualizado em 18/1/2021 às 15h36
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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), determinou neste domingo, 17, que o Instituto Butantã entregue as doses da vacina Coronavac ao Ministério da Saúde "imediatamente" após a aprovação de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O órgão regulador realiza na tarde deste domingo, 17, a votação final para determinar o aval ao imunizante.

"O Brasil tem pressa para salvar vidas", escreveu Doria, nas redes sociais. Ele acompanha a reunião da Anvisa no Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde pretende começar a vacinação em profissionais de saúde assim que a aprovação pela Anvisa for confirmada. Nesta tarde, foi confirmado que a primeira pessoa a receber o imunizante do Butantã será a enfermeira negra Mônica Calazans, que há oito meses trabalha na linha de frente do combate ao coronavírus no hospital Emílio Ribas.

Na última sexta-feira, 15, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia determinado que o Butantã entregasse as doses da Coronavac "imediatamente" ao governo federal, após a Índia informar que não teria como atender à demanda do Brasil pelas doses do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford/AstraZeneca. Em nota, o Butantã havia dito que questionou o ministério sobre qual a quantidade de doses que será destinada a São Paulo.

A solicitação de doses representa uma mudança de discurso de Bolsonaro em relação à Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantã e o laboratório chinês Sinovac. Ao longo da pandemia, ele questionou a origem do produto, colocou em dúvida a segurança do imunizante e chegou a comemorar a interrupção dos testes da Coronavac nas redes sociais. Ele e Doria são rivais políticos e Bolsonaro acredita que o governador paulista será seu adversário nas eleições presidenciais de 2022.

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