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Varíola dos macacos: 6 respostas que a ciência ainda não tem

Entenda quais são os mistérios que intrigam a comunidade científica e como anda o panorama atual da varíola dos macacos

3 jun 2022 - 12h56
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Varíola dos macacos desafia a ciência
Varíola dos macacos desafia a ciência
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Desde o início de maio, a varíola dos macacos, um tipo de doença infecciosa que, até então, era considerada epidêmica apenas em alguns países e extremamente rara no restante do mundo, começou a chamar a atenção. Países de todos os continentes começam a registrar casos da condição que provoca erupções na pele.

Imediatamente, a comunidade científica começou a analisar mais profundamente os motivos que teriam provocado esse surto em todo planeta. Mas, prestes a completar um mês que a varíola dos macacos começou a se espalhar pelo mundo, alguns mistérios ainda não foram solucionados. Por isso, separamos seis dúvidas sobre a doença, que a ciência ainda não conseguiu responder. Confira:

O vírus se tornou mais transmissível?

A varíola dos macacos não é uma doença nova. O primeiro caso em humanos foi detectado em 1970. No entanto, ela era considerada uma infecção de difícil transmissão e atingia apenas alguns países, de maneira isolada. Por isso, o surto recente da doença surpreendeu os cientistas, que já detectaram 47 mutações no vírus responsável pelo problema, mas ainda não descobriram se ele realmente ficou mais transmissível ou não.

A varíola dos macacos se tornou uma DST (doença sexualmente transmissível)?

As agências de saúde dos países que registraram recentemente casos de varíola dos macacos notou que a maioria dos pacientes eram homens que tinham relações sexuais com outros homens. No entanto, ainda não é possível afirmar que a transmissão do vírus mudou e agora o contágio pode acontecer por meio do sêmen. O que se sabe, até então, é que a infecção pode ocorrer através de qualquer contato próximo, principalmente com a pele.

Qual a origem do surto?

A maioria dos casos recentes de varíola dos macacos pelo mundo não apresentaram uma conexão entre si. Dessa forma, os cientistas ainda não conseguiram identificar a origem do problema e temem que a infecção esteja se espalhando silenciosamente.

Pessoas vacinadas contra a varíola comum estão protegidas?

A varíola, por muito tempo, foi responsável por gerar grandes problemas para a humanidade. Mas, na década de 1970, ela foi erradicada através da vacinação em massa. Já se sabe que essa mesma vacina oferece uma eficácia de 85% contra a varíola dos macacos. Mas, desde que a doença foi erradicada, as pessoas pararam de tomar a vacina. E não se sabe ao certo se o efeito imune permanece o mesmo.

Será necessário realizar uma nova campanha de vacinação?

Além da vacina contra a varíola comum, também existe uma vacina específica para combater a varíola dos macacos. Mas, ainda não se sabe se será necessário realizar uma campanha de vacinação em massa. Por enquanto, países como Reino Unido e EUA estão vacinando apenas as pessoas que tiveram contato próximos com pacientes infectados. A doença, mesmo após o surto, ainda é considerada rara.

Quem já teve algum tipo de varíola está imune?

A varíola comum foi erradicada na década de 1970, enquanto a varíola dos macacos é considerada uma doença rara. Por esses motivos, ainda não é possível saber se quem já teve uma das duas doenças está livre de novas infecções.

Fontes: OMS e CDC.

Saúde em Dia
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