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Ansiedade pode levar a compulsão sexual, diz estudo brasileiro

Pesquisa realizada no País aponta que 72% dos homens que aprensentam compulsão sexual são diagnosticados também com alguma doença psiquiátrica

3 jul 2013
21h11
atualizado às 21h13
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Um estudo realizado no Brasil aponta que 72% dos homens que aprensentam compulsão sexual são diagnosticados também com alguma doença psiquiátrica, sendo que 22% do total têm traços que demostram risco de suicídio.

<p>Pesquisa concluiu que 72% dos pacientes com compulsão sexual apresentam também outros tipos de doenças psiquiátricas</p>
Pesquisa concluiu que 72% dos pacientes com compulsão sexual apresentam também outros tipos de doenças psiquiátricas
Foto: Getty Images

"Sintomas de ansiedade e de depressão, quando tratados, podem amenizar o descontrole sexual, para buscarmos um equilíbrio melhor”, explica Marco Scanavino, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, responsável pelo estudo.

A pesquisa, feita por especialistas do HC da Faculdade de Medicina da USP, examinou 86 pacientes com comportamento sexual compulsivo. Deste total, 57% eram heterossexuais, 26%  homossexuais e 17% bissexuais, mas os resultados não apontaram divergências de comportamento entre os grupos.

“A maior parte dos pacientes, quando vêm buscar tratamento no IPq, apresentam alguma consequência negativa maior em suas vidas. Alguns chegam com dívidas, grande prejuízo financeiro, perderam um relacionamento afetivo importante ou contraíram alguma DST”, afirma .

Para participar deste estudo, os homens apresentavam alguns sintomas comuns, como: praticar sexo cada vez mais intenso e frequente para sentir o mesmo prazer do início da vida sexual, ter mal-estar físico e psicológico ao passar por uma fase de abstinência (quando tenta diminuir ou evitar o sexo), ocupar o tempo que destinava ao sexo a outras pessoas ou a masturbação, vivenciar o fracasso ao tentar controlar o comportamento sexual, gastar muita energia tentando buscar relações sexuais, ter a vida sexual como ocupação principal quando devia estar trabalhando e continuar com o mesmo comportamento em relação ao sexo mesmo quando percebe estar sendo prejudicado.

Para comparar os resultados, a pesquisa agora entra em uma segunda fase, que irá analisar pessoas que não apresentam sintomas de compulsão sexual.

Terra

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