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Com pacientes à espera de UTI, Sorocaba volta a fechar comércio

Embora continue na fase laranja do plano São Paulo de reabertura das atividades econômicas, na prática a cidade regrediu à fase vermelha

22 jun 2020 19h08
| atualizado às 21h44
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Tudo aberto

A prefeitura de Marília não seguiu as determinações do Plano São Paulo e manteve o comércio aberto, nesta segunda. A cidade foi rebaixada da fase laranja para a vermelha e o comércio não poderia abrir. Lojas de rua e dos shoppings foram autorizadas a funcionar durante quatro horas. O prefeito Daniel Alonso (PSDB) disse que uma liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo deu autonomia para deliberar localmente sobre as medidas contra o coronavírus. "Marília está na faixa verde em quatro dos quesitos do Plano São Paulo. Em apenas um fica na laranja, portanto, poderíamos estar até numa faixa melhor, mas, por prudência, vamos ficar na laranja."

A cidade, com 262 casos e 7 óbitos, tinha 18 dos 34 leitos UTI ocupados com pacientes da covid-19. "Recebemos mais respiradores e estamos habilitando para chegarmos a 56 leitos", disse o secretário da Saúde, Cassio Luis Pinto Junior. Conforme o prefeito, o problema não está no comércio e ou nos shoppings, pois há fiscalização. "O problema está nos fins de semana, nas chácaras particulares, onde se veem filas quilométricas de carros, onde muito provavelmente há pessoas se aglomerando, se abraçando. Não estamos em época de Carnaval ou Copa do Mundo e as pessoas precisam ter consciência", disse.

Uma liminar da justiça autorizou uma festa de casamento com um grande número de convidados, neste sábado (20), em Marília. O juiz Walmir Idalêncio dos Santos Cruz, da Vara da Fazenda Pública, invocou a liminar do Tribunal de Justiça que deu autonomia ao município para as medidas em relação à pandemia. "Trata-se de local aberto, amplo e que não favorece a aglomeração de pessoas (conforme as fotografias constantes da inicial), de modo que, desde que tomadas as medidas de cautela necessárias, não se verifica, ao menos em sede de cognição sumária, o risco de propagação da Covid-19 em razão do evento", escreveu o magistrado. A festa foi realizada em uma chácara da cidade.

Justiça

Em Registro, no Vale do Ribeira, o prefeito Gilson Fantin (PSDB) entrou na justiça com pedido de liminar para se manter na faixa laranja e manteve o comércio aberto. A região foi reclassificada para a vermelha, o que obrigaria o fechamento do comércio. Ele alega que os leitos de UTI têm apenas 20% de ocupação, enquanto 30% das vagas de enfermaria estão em uso. Até o fim da tarde, o pedido da prefeitura não tinha sido julgado.

A cidade tem tem 249 casos positivos e sete óbitos por coronavírus. Associação Comercial, Industrial e Agropecuária (Aciar) informou ter orientado os comerciantes a seguirem as determinações da prefeitura. O comércio funcionou durante quatro horas. Conforme a entidade, os estabelecimentos seguem à risca as medidas de higiene e os protocolos de segurança, inclusive os que exigem o uso de máscaras pelos consumidores, conforme decreto municipal.

O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, disse que as prefeituras de Registro e Marília já foram notificadas sobre o descumprimento do Plano São Paulo. As duas cidades devem seguir as restrições recomendadas para a fase vermelha, que inclui o fechamento do comércio não essencial. Segundo ele, é preciso que os gestores estejam cientes de que o objetivo é resguardar a saúde da população.

Estadão
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