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Cientistas fazem que células cancerígenas se autodestruam

9 mai 2016
18h38
atualizado às 19h38
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Uma equipe de cientistas dos Estados Unidos descobriu um possível fármaco que faz com que as células cancerígenas se autodestruam, segundo publicou nesta segunda-feira (9) a revista Proceedings of The National Academy of Sciences (PNAS).

Foto: Reptile8488 / iStock

O novo composto químico age sobre as células cancerígenas com mais precisão do que qualquer tratamento existente, segundo a pesquisa feita por cientistas do Instituto de Pesquisa Scripps (TSRI), na Flórida.

O grande avanço deste possível remédio, que foi testado em animais, é a precisão, já que ataca diretamente as células que causam o câncer, inclusive as que permanecem ocultas, e não afeta às células saudáveis.

Esse composto químico ativa um mecanismo pelo qual as células cancerígenas "se matam" de forma "programada", explicou o professor Matthew Disney, que liderou a equipe de pesquisa.

A descoberta pode ser implementada nos principais fármacos contra o câncer utilizados na atualidade em tratamentos, de modo que melhorem a identificação das células cancerosas e atuem diretamente contra elas.

Isto significa que não seria apenas um tratamento eficaz, também atuaria diretamente sobre o tumor, com o que se minimiza o dano às células saudáveis.

Até o momento, os tratamentos de maior precisão exigiam um maior tempo de espera ou eram mais longos. No entanto, este composto melhora o tratamento em todos os sentidos: é mais rápido, mais eficaz e menos agressivo.

O tipo de câncer no qual o tratamento é mais efetivo é o câncer de peito de mais rápido crescimento, que representa entre 10% e 20% dos casos de câncer de mama.

Os pesquisadores do laboratório da Disney esperam que o fármaco, uma vez aprovado, possa ser aplicado no futuro a todos os tipos de tumores e inclusive para combater doenças virais graves como a zika e o ebola.

Essa descoberta foi possível com a aplicação da engenharia e da informática à medicina, uma estratégia na qual são pioneiros os laboratórios do TSRI, uma das das maiores organizações especializadas na pesquisa biomédica.

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EFE   
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