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Casar pode ajudar com a saúde do coração

12 nov 2018
07h13
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Uma nova análise de estudos sugere que pessoas solteiras, divorciadas e viúvas têm um risco aumentado de doença cardíaca e derrame. Cerca de 80% dos casos de doenças cardíacas estão relacionados a fatores de risco bem conhecidos, incluindo tabagismo, altos níveis de colesterol "ruim", idade, sexo e outras condições, como diabetes ou hipertensão. E os 20% restantes? Para descobrir a influência do estado civil na incidência de doenças cardíacas, Wong e sua equipe examinaram 34 estudos, somando mais de 2 milhões de participantes, com idade entre 42 e 77 anos, de todo o mundo.

Os resultados mostraram que pessoas que nunca se casaram, eram divorciadas ou eram viúvas tinham 42% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares do que os casados. Além disso, os participantes solteiros, divorciados e viúvos tiveram um risco 16% maior de doença arterial coronariana, bem como uma chance 42% maior de morrer disso. Esses participantes também tinham 55% mais chances de morrer de um derrame.

Uma análise mais detalhada dos dados revelou que passar por um divórcio aumentou o risco de doença cardíaca em 35% para homens e mulheres, e sendo viúvo aumentou as chances de ter um derrame em 16%. Finalmente, nunca se casar aumentou o risco de morrer depois de um ataque cardíaco em 42%. Os autores especulam sobre algumas possíveis razões pelas quais o casamento pode proteger a saúde do coração. Isso inclui maior segurança financeira, maior bem-estar geral, maior adesão aos medicamentos e reconhecimento mais rápido de problemas de saúde e tomada de medidas adequadas.

Referência

Wong, C. W ET al. Marital status and risk of cardiovascular diseases: a systematic review and meta-analysis, Heart, June, 2018.

Estadão
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