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Brasil entra em grupo da OMS para acesso a inovações contra covid-19

Plataforma lançada nesta sexta-feira, 29, é uma base de dados global para reunir informações no combate ao vírus

29 mai 2020
12h28
atualizado às 12h58
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta sexta-feira, 29, o Grupo de Acesso à Tecnologia da covid-19 (C-TAP, na sigla em inglês), uma base de dados global e voluntária para reunir informações que ajudem no desenvolvimento de vacinas, testes, medicamentos e outras inovações no combate ao novo coronavírus. A nova plataforma surge como irmã do Acelerador de Acesso às Ferramentas da covid-19 (ACT), que também visa à cooperação internacional contra a disseminação do vírus.

Em crise com a entidade, os Estados Unidos não fazem parte do grupo de nações que endossou o acordo. A iniciativa partiu de uma sugestão do presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, e conta com o apoio de outros 36 países, incluindo o Brasil, e de instituições internacionais.

"O acesso a tecnologias para saúde é uma prioridade do Brasil, especialmente no contexto dessa pandemia. No caso da covid-19, o acesso universal a inovações que salvem vidas é a única forma de garantir que todos os lugares estejam a salvo e voltem à normalidade", disse Maria Nazareth Farani Azevêdo, embaixadora brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU).

"O Grupo de Acesso à Tecnologia da covid-19 vai garantir que as melhores e mais recentes descobertas científicas beneficiem toda a humanidade. Vacinas, testes, diagnósticos, tratamentos e outras peças-chave na resposta ao coronavírus devem ter disponibilidade universal como bens públicos globais", afirmou Alvarado, criador do projeto.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus destacou o caráter igualitário da iniciativa. "A colaboração e a solidariedade global são essenciais para superar a covid-19. Baseado em ciência de ponta e na colaboração aberta, essa plataforma de troca de informações vai ajudar a promover um acesso igualitário a tecnologias que salvam vidas ao redor do mundo".

A plataforma se baseia em cinco elementos essenciais:

  • Divulgação de sequências genéticas e de dados;
  • Transparência na publicação de todos os resultados de ensaios clínicos;
  • Inclusão de cláusulas, em acordos de financiamentos com companhias farmacêuticas, sobre distribuição igualitária, acessibilidade e publicação de dados de ensaios clínicos ;
  • Licenciamento de qualquer potencial tratamento, teste diagnóstico, vacina ou outras tecnologias para saúde no Grupo de Patentes de Medicamentos — um órgão de saúde pública apoiado pela ONU que funciona para melhorar o acesso e facilitar o desenvolvimento de medicamentos que salvam vidas para países de baixa e média renda;
  • Promoção de modelos de inovação aberta e de transferência de tecnologia que aumentam a capacidade local de fabricação e fornecimento.

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Estadão
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