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Hipertensão é responsável por metade das mortes por doenças cardiovasculares

Alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão

26 abr 2020
12h58
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A hipertensão é responsável, direta ou indiretamente, por metade das mortes por doenças cardiovasculares - são aproximadamente duzentos mil óbitos por ano. O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, 26 de abril, a SOCESP ressalta a importância dos cuidados, mais do que nunca, por causa da pandemia do novo coronavírus.

Segundo a entidade, 36 milhões de adultos brasileiros têm pressão alta. Entre os idosos, a hipertensão atinge 60%.

Quem não faz o monitoramento adequado da doença corre o risco de morte súbita, acidente vascular cerebral (derrame), infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca, doença arterial periférica e doença renal crônica.

"Nos casos de covid-19, o hipertenso não controlado tem complicações maiores e maior mortalidade, conforme relatos e estudos internacionais", analisa o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, João Fernando Monteiro Ferreira.

Nas últimas três décadas, houve uma diminuição da incidência da hipertensão no Brasil de 36,1% para 31% da população adulta, conforme uma meta-análise contemplando 40 estudos científicos nacionais e publicados na 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial.

Para o presidente da SOCESP, se houvesse uma adesão em massa, em que todos os brasileiros controlassem a pressão arterial, teríamos um salto significativo na redução de mortes por doenças cardiovasculares. "Provavelmente atingiríamos a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) em reduzir em 25% os óbitos até 2.025", destaca o cardiologista.

A SOCESP promove, ao longo da semana, uma campanha virtual com postagens diárias em seu site voltado ao público em geral e nas mídias sócias. Os textos trazem orientações sobre a importância dos exercícios físicos, como controlar a doença, quais os riscos, destaca que a hipertensão não apresenta sintomas e quais são os parâmetros da pressão arterial.

Cuidados para o hipertenso durante a pandemia de coronavírus

Durante a pandemia de covid-19, os hipertensos merecem uma atenção especial. "Eles devem tanto evitar o contágio pelo vírus, medida baseada principalmente no isolamento social, como manter os cuidados habituais para o controle da pressão arterial. E aqui me refiro ao uso regular de medicamentos, dieta equilibrada e prática de exercícios", ressalta o assessor Científico da SOCESP, Flávio Borelli.

O cardiologista orienta que uma alimentação balanceada, com baixo consumo de sal, também é crucial. A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo recomenda até cinco gramas de sal por dia, ou uma colher de chá. "É o limite de consumo, sem esquecer que o sal está presente em boa parte dos alimentos processados, como massas e temperos industrializados, facilmente encontrados na mesa dos brasileiros, mas que deveriam ser evitados", alerta o cardiologista.

Além do sal, os fatores de risco para hipertensão arterial são a idade, excesso de peso e obesidade, ingestão de álcool, sedentarismo, fatores socioeconômicos e genéticos.

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Estadão
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