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Dia Mundial do Coração: veja mitos e verdades sobre doenças cardiovasculares

Divulgação de fake news atrapalha prevenção e tratamento de pacientes

29 set 2019
16h20
atualizado em 30/9/2019 às 15h53
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Notícias falsas são prejudicias para a sociedade, principlamente, quando são relacionadas à saúde. Informações incorretas podem prejudicar a prevenção e tratamento de doenças e até causar a morte. Por isso, em 29 de setembro quando celebra-se o Dia Mundial do Coração é pertinente falar sobre os mitos que envolvem problemas cardiovasculares.

"As fake news no campo da saúde não são disseminadas para enganar as pessoas, mas sim por acreditarem que, de fato, aquela informação pode ajudar alguém. No entanto, é preciso pensar duas vezes antes de sair compartilhando certas notícias", afirma Múcio Tavares Jr., chefe da unidade centro de infusão e hospital dia do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo (USP) .

O médico ressalta fatores que são determinantes para o aparecimento de problemas no coração: diabetes, hipertensão, tabagismo, estresse, obesidade, colesterol alto e histórico familiar. "Em tempos de fake news é mais importante ainda buscar um profissional de saúde para receber a orientação correta sobre prevenção, tratamento e fatores de risco", diz Tavares.

Veja mitos e verdades sobre saúde do coração

Comida sem sal evita o aumento da pressão arterial?

O consumo excessivo do sal está relacionado ao aumento no risco de doenças crônicas, como hipertensão arterial e doenças cardiovasculares, mas não é única causa da pressão alta. É preciso ficar alerta com o sódio contido em outros alimentos, principalmente os industrializados, além de uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas regularmente².

A vacina da gripe pode prejudicar quem tem doenças cardiovasculares?

Não. A vacinação é fundamental para os portadores de doenças cardiovasculares. No inverno, as temperaturas caem e a umidade do ar diminui, exigindo mais cuidados preventivos contra gripes, pneumonias e problemas respiratórios. A vacinação protege quem tem doenças do coração e mostrou que até evita enfartes e internações e mortes por insuficiência cardíaca.

O colesterol ruim (LDL) não tem influência nas doenças cardiovasculares?

Tem influência, sim. É comprovado que baixar os níveis da Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL) reduz os riscos de doenças cardiovasculares. A maioria dos estudos científicos até hoje realizados demonstraram que o chamado colesterol ruim é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, como enfarte e AVC.

A hipertensão sempre apresenta sintomas?

A hipertensão raramente apresenta sintomas. Às vezes, a pessoa se torna hipertensa e não sabe, mas seus vasos sanguíneos estão sendo deteriorados pela doença. Ao longo dos anos, a pressão alta aumenta os riscos de derrame, enfarte e insuficiência renal. Por isso, ela é conhecida como "assassina silenciosa". Quem tem alguém na família com o problema deve medir a pressão a cada seis meses e, quem não tem, a cada ano.

Somente obesos têm problema de coração?

Não são só os obesos que devem cuidar do coração. Pessoas magras também podem ter colesterol elevado. Quem faz prevenção tem menor chance, mas não é isento de ter problemas.

O enfarte acontece apenas em homens?

Por muito tempo, se acreditou que as mulheres não sofriam enfarte e tinham menos incidência de doenças no coração. Porém, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), as doenças cardiovasculares são responsáveis por 1/3 de todas as mortes de mulheres no mundo. Os números não deixam dúvidas: estudos médicos apontam que no Brasil uma a cada cinco mulheres tem risco de sofrer um enfarte.

Atletas não correm o risco de ter doenças cardíacas?

Mito. O exercício físico faz bem para a saúde, porém representa risco quando praticado erroneamente e por atletas com doenças cardíacas previamente estabelecidas. A morte súbita em atletas é rara e está relacionada com a presença de doenças cardiovasculares presentes desde o nascimento ou adquiridas.

Em atletas com menos de 35 anos de idade, a principal causa é a cardiomiopatia hipertrófica (atrofia do coração) e nos atletas com mais de 35 anos, é a doença arterial coronariana (problema nas artérias do coração) 8.

Se não sinto dor no peito irradiada para o(s) braço(s), não corro risco de enfarte?

Mito. Nem todas as pessoas que sofrem enfarte têm os mesmos sintomas ou a mesma intensidade deles. Tanto é que algumas pessoas chegam a não ter sintomas9. E são estas pessoas que tem sintomas pouso típicos que tem maior chance de serem dispensadas depois de um atendimento. Visite seu médico regularmente para prevenir um enfarte silencioso.

Tossir evita o enfarte?

Mito. Não há evidências científicas que tossir evite o enfarte. A melhor maneira de prestar socorro para uma pessoa que está enfartando é ligar para uma ambulância no número 192 ou levá-la ao pronto socorro mais próximo.

Cinco sinais de que seu coração não anda bem

Estadão
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