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Dezembro Laranja: Cães e gatos também precisam de protetor solar

Animais com pelagem mais clara e curta necessitam de mais cuidados

11 dez 2019
10h11
atualizado em 16/1/2020 às 16h19
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A campanha Dezembro Laranja, que alerta para o câncer de pele, também é válida para o mundo dos animais de estimação. Tal qual os humanos, os pets que ficam muito tempo expostos ao sol sem proteção correm o risco de desenvolver doenças dermatológicas.

Por isso, cães e até gatos — que adoram um solzinho matinal diante de janelas ou no quintal de casa — precisam usar cremes que protegem dos danos causados pelos raios solares.

O cuidado é para todos, mas algumas raças são mais propensas a complicações devido à pelagem mais clara e curta.

Uma vez que o pelo serve de proteção natural, a ausência ou baixa densidade expõe mais as camadas externa e interna da pele ao sol. Os cachorros pitbulls, dálmatas, bull terrier e gatos sphynx, por exemplo, necessitam de mais atenção.

Segundo a veterinária Júlia Só Severo, que faz atendimento em dermatologia da Vet Quality, a regra é passar protetor solar nas partes do corpo em que não há pelo. Barriga, orelhas e focinho, principalmente rosado, ganham destaque. Tutores de animais com pelagem longa também devem observar a coluna dorsal (costas) do pet, onde a linha divisória de pelos pode ser menos densa.

Com a elevação de temperatura, a especialista faz um alerta quanto à tosa do animal. "Os tutores acabam tosando mais no verão porque acham que o cão sente mais calor. Não precisa. O pelo tem um papel importante de manter a temperatura corporal", explica. A tosa também precisa levar em consideração a raça do animal e um corte errado pode prejudicar a saúde do pet. Veja dicas aqui.

Doenças de pele em cães e gatos

Júlia diz que o nariz e as pontas de orelhas dos pets são áreas de maior risco para o desenvolvimento de dermatite actínica provocada pela exposição solar crônica. A doença pode levar ao câncer de pele se não for tratada e o animal continuar sob os raios solares por longos períodos.

Além do tumor, cães e gatos podem sofrer queimaduras e, embora não haja confirmação científica, observa-se que doenças autoimunes já estabelecidas podem piorar devido ao sol.

Proteção solar para cães e gatos

O protetor solar, com fator mínimo de 30, é a principal medida contra os efeitos nocivos dos raios UVA e UVB, mesmo em dias nublados. Há produtos específicos para os pets, mas Júlia afirma que, na ausência destes, aqueles usados por humanos podem servir. Ela faz uma ressalva: "Se for [protetor solar] humano, tem de testar em uma área pequena antes, na pontinha do nariz, para ver se não tem reação [adversa], que pode acontecer independente do produto".

Caso os cremes para humanos sejam utilizados nos animais, a veterinária recomenda os infantis, que são mais hipoalergênicos. E é importante reaplicar o protetor soalr a cada duas horas.

A especialista também indica outros meios de proteção: roupinhas, máscaras para o focinho e, se possível, sapatinhos para prevenir queimaduras nas patas. Aqui, Júlia orienta os tutores a pisar com o pé descalço no chão onde o pet vai andar. Se sentir que está queimando, para os animais também será prejudicial.

Não há tanta necessidade de passar protetor solar nos coxins, aquelas partes fofinhas das patas, sendo que o mais recomendado é manter a hidratação dessas regiões. A recomendação é ainda mais importante caso o cão ou gato ande em solos mais rústicos. Cremes ou óleo de amêndoa podem ser usados, segundo a veterinária. Em caso de vermelhidão ou queimaduras, pode-se lavar com água fria e sabonete neutro e levar a um especialista para avaliação.

Júlia orienta evitar os períodos do dia com maior incidência de sol para passear com o animal. Se for muito necessário, o tutor deve colocar botinhas no pet. Em casa, ela recomenda restringir o acesso a varandas ou quintais nos horários mais quentes e, ainda assim, sempre passar protetor solar.

Estadão
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