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Comissários de bordo têm mais chances de desenvolver câncer, diz estudo

Pesquisadores acreditam que uma das razões é a maior exposição dos funcionários a radiação da atmosfera e mudanças constantes no ciclo de sono

27 jun 2018
15h15
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Viajar de avião com muita frequência pode ter algum efeito negativo? De acordo com um novo estudo da Harvard, sim. Uma pesquisa que faz parte do Harvard Flight Attendant Health Study mostrou que os comissários de bordo podem ter mais risco de desenvolver câncer que pessoas que não voam com tanta frequência.

O estudo analisou 5.366 comissários de bordo, dos quais 80% eram mulheres, e os comparou com 2.700 pessoas que têm renda e nível educacional similar, mas trabalham no chão. Os participantes responderam a questionários do conteúdo de trabalho da Pesquisa Nacional de Avaliação de Saúde e Nutrição (NHANES), e 91% dos respondentes eram comissários e 9% eram ex-comissários.

Os resultados mostraram que comissários de bordo têm mais risco de desenvolver vários tipos de câncer avaliados, principalmente no câncer de mama e de pele entre as mulheres. Aqueles que trabalham em aviões por mais de cinco anos apresentaram mais risco ainda de desenvolverem câncer de pele.

Nossas descobertas de altas taxas de câncer de vários tipos entre comissários de bordo é alarmante, devido aos baixos níveis de obesidade e tabagismo que eles têm, o que joga luz ao que precisa ser feito para minimizar os efeitos adversos da exposição da equipe nas cabines de avião", disse Irina Mordukhovich, autor-chefe do estudo e pesquisador associado da Escola de Saúde Pública T.H. Chan de Harvard.

De acordo com os pesquisadores, comissários são mais expostos a radição da atmosfera, têm mudanças constantes em seu ciclo de sono e têm mais contato com substâncias químicas nas cabines como pesticidas e retardadores de chamas.

Estadão Conteúdo

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